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Ações de combate à Dengue
10/04/2016

NÚMERO DE CASOS DE DENGUE EM ITUVERAVA É PREOCUPANTE


Município registrou 1.210 notificações e 412 casos positivos da doença em 2016, segundo Secretaria da Saúde

Com o crescimento no número de casos da gripe H1N1 em todo o país, a população começa a se preocupar com esta doença. No entanto, as pessoas também não devem se descuidar das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, dengue, chikungunya e zika, pois também são perigos iminentes no Brasil.

Os números de casos de dengue começam a ser alarmantes em Ituverava. Neste ano, segundo o último balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, foram registradas 1.210 notificações, das quais 412 são positivas, 29 foram descartados, 13 são negativos e outros 756 aguardam resultado.

Além disso, o município tem 14 notificações de zika vírus e 10 de chikungunya. Os exames foram encaminhados ao Instituto Adolfo Lutz, que deve divulgar em breve os resultados.

Diante deste fato, com a preocupação de combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya, a Prefeitura de Ituverava, através da Secretaria da Saúde e do Controle de Vetores, tem intensificado ações no município, como nebulização e palestras educativas.

A nebulização, feita pelos agentes de endemias, do Controle de Vetores, ocorreu nos bairros Vila São Jorge, Parque dos Esportes, Vila Independência, Jardim Guanabara, Jardim Marajoara, Nosso Teto, Cohab, Vila Celina, o bairro rural de Aparecida do Salto, o distrito de São Benedito da Cachoeirinha e no Cemitério Municipal “Ariró Procópio dos Santos”. A ação continua na próxima semana, e a expectativa é que a ocorra em toda a cidade.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias, mais do que nunca a população deve ficar atenta e fazer a sua parte. “Todos tem contribuído, mas não podem descuidar. As pessoas devem ficar atentas aos seus quintais e terrenos, e fazer denúncias sempre que encontrar algum local que possa ter criadouros do mosquito Aedes aegypti”, afirma.

Importância das Ações
O secretário fala sobre a importância das ações desenvolvidas pela Poder Público. “São ações constantes que sempre dão bons resultados na luta em combate à dengue. No entanto, é fundamental que a população colabore, se conscientize, divulgue e libere a entrada dos agentes de endemias nas residências”, reforça o Dr. Gonçalves.

O prefeito Walter Gama Terra Júnior reitera o apoio da população. “O combate ao mosquito Aedes aegypti é uma luta de todos nós. Por isso, precisamos do apoio de toda a população. A Prefeitura está investindo em medidas para combater o mosquito, mas é com a colaboração de todos que Ituverava vai estar livre de uma epidemia de dengue e das outras doenças causadas pelo mosquito. Contamos com o apoio de todos”, completa Gama Terra.

Vacinação
A vacinação em massa contra a dengue em crianças e adolescentes de 9 a 16 anos poderia reduzir pela metade o número de casos ao final de 5 anos.

É o que mostra um estudo feito com a vacina desenvolvida pela Sanofi Pasteur - a única aprovada pela Anvisa até agora -, que estimou os efeitos da imunização rotineira em várias faixas etárias e concluiu que o melhor custo-benefício seria no grupo de 9 a 16 anos de idade. Além de reduzir o número de casos para 50%, a vacinação nesta faixa etária poderia evitar 1.125 mores e 139 mil hospitalizações ao longo de 5 anos.

A vacina contra dengue desenvolvida por esse laboratório foi aprovada pela Anvisa em 28 de dezembro e é indicada para pessoas de 9 a 45 anos. Estudos clínicos de fase 3 haviam apontado que, em uma população de 9 a 16 anos, a vacina é capaz de proteger 66% dos indivíduos contra a dengue.

“Justino” realiza ação de combate ao Aedes aegypti
Dengue, zika vírus e chigungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, têm sido motivos de preocupação para a população, pois podem a levar a sérias doenças que podem, inclusive, causar morte.

Pensando nisso, a Escola Estadual “Capitão Antônio Justino Falleiros” desenvolveu, dia 30 de março, mostra de atividades sobre o tema, elaboradas e praticadas em sala de aula pelas professoras Cristiane Pianta, Adriana Bonaccorsi e Fabiane Franchini, sob a coordenação da professora Maria José de Assis (“Tuca”), e apoio e colaboração da professora Jussara Mirandola Moreira.

“Durante a amostra os alunos participaram de atividades relacionadas ao tema como caça-palavras, acróstico, brincadeiras, aprenderam a fazer armadilhas para larvas com garrafa pet e foram instruídos sobre erros e acertos em relação ao mosquito que tanto nos prejudica. Eles também assistiram vídeos orientadores”, explicam as professoras organizadoras.

“O objetivo da mostra é conscientizar todos que, para acabar com esse mal é necessário que a população contribua fazendo a sua parte no combate do mosquito”, completam.