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O prefeito de Miguelópolis, Juliano Mendonça Jorge
24/04/2016

PREFEITO DE MIGUELÓPOLIS FOI PRESO POR SUSPEITA DE FRAUDE




O prefeito de Miguelópolis, Juliano Mendonça Jorge (PRB), foi preso durante a Operação Cartas em Branco, deflagrada na manhã do dia 19 de abril, por promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do núcleo de Franca e pela Procuradoria Geral de Justiça. O objetivo da operação é combater possível organização criminosa que estaria instalada na Prefeitura de Miguelópolis e que teria fraudado mais de R$ 6 milhões em licitações nos últimos anos.

De acordo com o Ministério Público, outros 13 envolvidos também foram presos. Outro, que também teve a prisão temporária decretada, está foragido. Mais de 75 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas casas de investigados e nas sedes de empresas suspeitas de envolvimento no esquema. Além de Miguelópolis, as cidades de Franca, Pedregulho, São Joaquim da Barra, Itirapuã, Ribeirão Preto, Jaú, São José do Rio Preto, Barretos, Guaíra, Bocaína e Guatapará também foram investigadas.

Juliano Mendonça Jorge tentou evitar a entrada dos policiais na sua residência onde foi encontrado escondido dentro da casa de máquinas da piscina. O prefeito, que tem foro privilegiado devido ao cargo, foi apresentado na Delegacia Seccional de Franca, onde passou por exame de corpo de delito. Logo depois, foi escoltado por três investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e encaminhado para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

O vice-prefeito Tárcio Rodrigues Barbosa imediatamente assumiu a prefeitura, e a assessoria de imprensa informou, por meio de nota, que está aguardando um parecer mais detalhado do Ministério Público para que todos os pontos sejam devidamente esclarecidos.

Investigação
As suspeitas começaram a ser investigadas pelo Gaeco em março de 2015, após denúncias de que a Prefeitura de Miguelópolis estaria realizando diversas licitações fraudulentas, especialmente na modalidade de carta convite.

No dia 26 de março daquele ano, foi realizada uma diligência e foram apreendidos diversos procedimentos licitatórios com indícios de fraudes.

Interceptações telefônicas de diversos suspeitos também foram realizadas. Servidores e ex-servidores da Prefeitura, incluindo funcionários do Departamento de Licitações e advogados, estão entre os investigados.