Nebulização realizada em empresa na Avenida Dr. Soares de OliveiraA Prefeitura de Ituverava, através da Secretaria Municipal de Saúde, continua desenvolvendo ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, de zika vírus e de chikungunya. Além de trabalho informativo e de conscientização, a Secretaria tem realizado o bloqueio de criadouros (nebulização) em todo o município.
Neste ano, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, já forma registradas no município 1.284 notificações de dengue, sendo 450 positivos, 13 negativos e 29 descartados. As outros 796 aguardam resultado. Também foram registradas 14 notificações de zika vírus e 10 de chikungunya, porém os resultados ainda não foram divulgados.
Nesta semana, a nebulização ocorreu no Jardim Modelo e no Centro. Além desses bairros, o trabalho já foi realizado pelos agentes de endemias, do Controle de Vetores, na Vila São Jorge, Parque dos Esportes, Vila Independência, Jardim Guanabara, Jardim Marajoara, Nosso Teto, Cohab, Vila Celina, o bairro rural de Aparecida do Salto, o distrito de São Benedito da Cachoeirinha e no Cemitério Municipal “Ariró Procópio dos Santos”.
De acordo com o secretário de Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias, o trabalho de combate ao mosquito deve ser constante. “O Poder Público está desenvolvendo diversas medidas para combater o mosquito, pois é um trabalho que não pode parar, pois só desta maneira é possível manter a cidade livre de uma epidemia. Por isso, reforçamos o pedido da atenção constante da população nessa luta”, completa o secretário municipal de Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias, em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava.
Avanço pelo Brasil
Em pouco mais de dois meses, o Brasil registrou ao menos 91.387 casos prováveis de infecção pelo vírus da zika e vive um novo avanço de dengue e chikungunya, doenças transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. Para o Ministério da Saúde, a situação indica que o país continua a viver uma "tríplice epidemia".
Os dados de casos prováveis de zika, inéditos, são de boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira, 26 de abril, pelo Ministério da Saúde. Até então, o país não tinha um sistema de notificação de casos suspeitos de infecção pelo vírus, identificado no Nordeste em abril de 2015.
A opção por tornar a notificação obrigatória ocorreu em fevereiro, quatro meses após o vírus ser associado ao aumento de casos de bebês nascidos com microcefalia, situação que levou o país a decretar emergência em saúde.