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Agente vistoria residência: 10 pessoas contraíram zika
12/06/2016

PRIMEIROS CASOS DE ZIKA VÍRUS SÃO CONFIRMADOS EM ITUVERAVA


Dez pessoas foram contaminadas com a doença, segundo dados da Secretaria de Saúde do município

O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya tem preocupado a população de Ituverava, assim como tem ocorridos em muitos outros municípios da região. Em 2016, de acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Saúde a pedido da Tribuna de Ituverava, mostra que o município já registrou 1.336 notificações de dengue, sendo 1.265 foram positivos e 71 negativos.

A notícia mais alarmante, no entanto, foram os resultados de exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz a respeito do zika vírus. Neste ano, foram 25 notificações da doença, sendo 10 casos positivos, 8 negativos e outros 7 ainda aguardam o resultados. Segundo informações obtidas pela Tribuna de Ituverava, nenhuma mulher grávida foi acometida pela doença.

Assim como em boa parte do Brasil, uma nova doença está presente na cidade. Em relação à chikungunya, entretanto, foram registradas 10 notificações em 2016, porém todas negativas.

Ações de combate ao mosquito
Neste ano, assim como nos anteriores, a Prefeitura de Ituverava, através da Secretaria Municipal de Saúde, tem promovido diversas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças.

Além de trabalho informativo e de conscientização, a Secretaria realizou bloqueio de criadouros (nebulização) em todo o município. É importante lembrar, no entanto, que o combate ao mosquito Aedes aegypti não é dever exclusivo do Poder Público, pois é fundamental a participação efetiva da população.

Todos - independente de classe social. do local onde mora e profissão - devem fazer sua parte, evitando qualquer tipo de criadouro do mosquito. Também é dever de todos orientar o maior número possível de pessoas e, se preciso, até mesmo denunciar à Vigilância Sanitária aqueles que não estejam limpando suas casas e terrenos.

O órgão funciona à Rua Omaguás, 850, no Jardim Marajoara, pelo telefone 3839-0858.

OMS alerta que zika pode estar ligado a uma síndrome

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o zika vírus pode estar ligado a uma nova síndrome congênita. Além de casos de microcefalia em bebês gerados por mulheres infectadas pelo zika, a OMS informa que o vírus, cujo transmissor é Aedes aegypti, pode estar vinculado a outros problemas graves, como danos cerebrais, convulsões, irritabilidade, rigidez muscular (espasticidade) e dificuldades de visão e no sistema digestivo. Problemas que, segundo um grupo de especialistas da entidade, “podem afetar milhares de bebês”.

A equipe da OMS, formada por seis especialistas, fez a revisão dos resultados e das pesquisas sobre os efeitos do zika vírus em bebês e concluiu que, além de provocar microcefalia, a contaminação intrauterina pode levar também a outros transtornos graves.

“A relação espaço-temporal dos casos de microcefalia com o surto de zika e os dados dos relatórios de casos e estudos epidemiológicos geraram um sólido consenso científico sobre o envolvimento do vírus em defeitos de nascimento”, afirmam em artigo publicado no boletim epidemiológico da OMS. Tudo isso apesar de geralmente o vírus, para o qual não há vacina nem antídoto, provocar sintomas leves ou ser assintomático.

Análises
O relatório da OMS - que em fevereiro decretou alerta mundial de saúde, exatamente pelo possível vínculo entre o zika e casos de microcefalia e outros transtornos neurológicos graves - ressalta que ainda são necessários mais dados tanto pré-natais quanto pós-natais, assim como resultados de laboratório e diferentes testes e análises para “definir adequadamente essa síndrome”.

“O zika é uma emergência sanitária diferente porque tem conseqüências sanitárias e sociais de longo prazo, e por isso exige enfoque coordenado, de vigilância, intercâmbio de dados e pesquisa”, defendem especialistas como Anthony Costello, do departamento de saúde da mulher, da infância e da adolescência da OMS, e Pilar Ramon-Pardo, do departamento de doenças infecciosas e análise sanitária da entidade.

O organismo de saúde esteve durante a semana no centro da polêmica depois da divulgação de carta de mais de 150 cientistas e de manifestações de atletas de elite, como Pau Gasol, da seleção espanhola de basquete, pedindo a ela que recomende transferir ou adiar os Jogos do Rio, que começam em agosto no local mais atingido pelo zika. Até agora a OMS afirma que não há nenhuma questão de saúde pública que motive a recomendação de postergar as competições olímpicas.