OPINIϿ�O

José Eduardo Mirandola Barbosa é advogado e jornalista
01/07/2016

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Homofobia e depressão, causa mortis

O final de semana passado foi de extrema perplexidade para os ituveravenses.
Dois casos comoveram e revelaram quanto os ituveravenses necessitam de orações, da importância da religião e termo a Deus, independentemente do credo.

O primeiro foi revelado no sábado com a notícia do precoce falecimento de um colega de profissão, advogado, acometido segundo pessoas íntimas e familiares de profunda depressão.

Em geral a pessoa acometida por depressão percebe não estar bem, mas não aceita o diagnóstico, e apresenta sintomas como humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade, desânimo, cansaço mental, dificuldade de concentração, esquecimento, incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades que antes da depressão eram agradáveis, tendência ao isolamento tanto social como familiar, apatia, desinteresse, falta de motivação, falta de vontade, indecisão, sentimentos de medo, insegurança, desespero, vazio, pessimismo, ideias de culpa , baixa autoestima, falta de sentido na vida, inutilidade, fracasso; ideias de morte e até suicídio, dores e outros sintomas físicos geralmente não justificados por outros problemas médicos, tais como, cefaleias, sintomas gastrintestinais, dores pelo corpo, pressão no peito, alterações do apetite, redução da libido, insônia ou aumento do sono.
A pessoa precisa de tratamento e acompanhamento para não cometer algo pior.

O segundo, o homicídio de um jovem, com requintes de crueldades vistos até então em filmes e noticiários de grandes centros, trouxe a tônica a homofobia (homo, pseudoprefixo de homossexual, e fobia do grego f?ß?? "medo", "aversão irreprimível" ) uma série de atitudes e sentimentos negativos em relação a pessoas homossexuais, bissexuais e, em alguns casos, contra transgêneros e pessoas intersexuais.
A homofobia é como o racismo, o anti-semitismo e outras formas de intolerância na medida em que procura desumanizar um grande grupo de pessoas, negar a sua humanidade, dignidade e personalidade, seria o racismo do sexo.
Elogiosa até a atitude da Igreja Católica que postou em sua pagina no facebook, pedidos de anseio dos familiares e amigos no sentido de encontrar, ainda com vida a esperança o jovem homossexual, diferentes de outras que preferiam quedar-se inertes.

Certo é que o mundo de hoje, trouxe essas duas novas preocupações que devemos desde a mais tenra idade, preparar nossos filhos a lidar e conviver com diferenças, a tratar com isonomia, a respeitar opções e a preocupar-se com a saúde, principalmente a espiritual.

As famílias enlutadas, nosso pesar.

José Eduardo Mirandola Barbosa é advogado e jornalista