A Fórmula 1 desembarca neste domingo, dia 18, em Cingapura para a 15ª etapa da temporada. A prova noturna que está no calendário desde 2008 será disputada no Circuito de Rua de Marina Bay, a partir das 09h.
Nico Rosberg, que fez uma corrida perfeita no Grande Prêmio da Itália, venceu a 21ª corrida da carreira na F1, a sétima neste ano. Se aproximando a dois pontos de Hamilton na briga pelo Mundial de pilotos, o alemão diz que a Mercedes não pode ir para o GP de Cingapura com confiança, apesar de ter vencido todas exceto uma corrida até agora nesta temporada, dadas as suas dificuldades no evento do ano passado.
A Mercedes teve um fim de semana difícil há um ano, com Rosberg e Lewis Hamilton tendo dificuldades para extrair desempenho de seus pneus. Hamilton e Rosberg se classificaram em quinto e sexto, atrás dos pilotos da Ferrari e Red Bull, e cerca de meio segundo atrás do tempo da pole de Sebastian Vettel. “Não podemos ir lá com muita confiança, já que estávamos muito atrás no ano passado”, disse Rosberg, que terminou a corrida na quarta posição, passando a Red Bull de Daniil Kvyat.
“Na classificação o déficit foi de 1,8 segundos, se não me engano, que é enorme. É a nossa corrida mais difícil nos últimos anos. Vai ser um fim de semana muito, muito difícil para nós. Pensamos que fizemos progressos, mas tirar 1,8 segundos? Não vai ser fácil melhorar”, ressaltou Rosberg.
Vivendo a sua última temporada na F1, Felipe Massa se “despedirá” no próximo fim de semana do circuito de rua de Marina Bay. E o brasileiro prevê uma prova complicada, em razão das características envolvidas. Massa lembrou que a prova é uma das poucas corridas do calendário a ser disputada no período noturno.
Porém, o tempo úmido e o calor são fatores que complicam o desempenho dos pilotos. Porém, Massa assegura que o traçado lhe agrada tanto que faz valer todas as adversidades enfrentadas. “Cingapura é uma das poucas corridas noturnas que temos, juntamente com Bahrein e Abu Dabi. É uma corrida muito difícil”, afirmou.
A Sauber chega a Cingapura, otimista com a possibilidade de alcançar seu melhor resultado neste ano no Mundial. No ano passado, a escuderia suíça chegou com Felipe Nasr, em décimo lugar em Marina Bay. Com boas lembranças da prova, justamente em razão do ponto somado no ano passado, Nasr, de 24 anos afirma gostar do circuito, mas lembra que o clima equatorial, no qual predominam o calor e a alta umidade, pode tornar a prova um desafio ainda maior aos pilotos por ser muito exigente fisicamente.
“Gosto muito do GP de Cingapura, a corrida à noite, bem como a atmosfera na cidade: uma vez a F1 lá, isso faz com que seja um fim de semana especial. É um ótimo circuito de rua, e correr sob altas temperaturas é um verdadeiro desafio”, comentou o piloto da Sauber.
“Tenho boas lembranças de lá, do ano passado, já que consegui marcar um ponto”, disse Felipe, otimista. “Tenho confiança em nosso carro, de modo que sinto que demos um passo em frente no rumo certo, ainda que não possamos saber se isto refletirá em resultados. Em Cingapura, muita coisa pode acontecer durante a corrida, então nós precisamos aproveitar cada oportunidade que possa surgir”,complementou o brasileiro.