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Ação da polícia no dia em que ocorreram as prisões
19/09/2016

CINCO VEREADORES SÃO PRESOS PELO GAECO EM MIGUELÓPOLIS


Segundo o grupo especial, as fraudes dos envolvidos ultrapassam o valor de R$ 6 milhões

Cinco vereadores e uma funcionária pública foram presos durante uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Franca em Miguelópolis.

Na manhã da última segunda-feira, com o apoio da Polícia Militar, promotores de Justiça cumpriram mandados de prisão e enviaram André Freitas (PV), Genésio Urias (PTdoB), Júlio Cesar (PV), Reinaldo Gonçalves (PT) e Valter Sampaio (PTdoB), e a ex-secretária de gabinete Adriana Cristina da Silva, para a cadeia. Outras pessoas, incluindo três vereadores, estão foragidas.

Ao todo, havia dez mandados de prisão preventiva por fraudes em licitação e desvio de verbas a serem cumpridos. As prisões fazem parte da Operação Cartas em Branco, deflagrada em abril deste ano.

Dos dez mandados, oito eram contra vereadores. De acordo com o Gaeco, além dos cinco integrantes do Legislativo e da ex-secretária do prefeito Juliano Mendonça Jorge (PRB) que foram detidos pela Polícia Militar em suas casas, três políticos e o comerciante não foram localizados em seus endereços. Eles seguem sob investigação.

Além das prisões, os promotores ligados ao Gaeco fizeram uma inspeção na Câmara Municipal de Miguelópolis. Por quatro horas, eles verificaram documentos e apreenderam uma grande quantidade de arquivos para apuração.

Conduzidos da cidade até a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, quatro dos cinco vereadores foram qualificados e autuados pela Polícia Civil. Júlio Cesar foi indiciado também por porte de ilegal de arma de fogo após um revólver ser apreendido em sua casa.

Com Mal de Parkinson, que causou seu afastamento na Câmara, Valter Sampaio teve prisão domiciliar decretada e permaneceu em Miguelópolis. Adriana Cristina da Silva foi levada à Cadeia Feminina do Jardim Guanabara, enquanto os vereadores presos acabaram recolhidos no CDP (Centro de Detenção Provisória).

Cartas em Branco
Segundo informações do Gaeco, as irregularidades que resultaram nas prisões foram encontradas em 40 contratos assinados entre 2013 e 2015 em licitações das áreas de compra de materiais de escritório, transporte e consultorias. Ainda segundo o grupo especial, as fraudes ultrapassam os R$ 6 milhões.