Atletas paralímpicos do BrasilEncerrada no último domingo, dia 18, com uma grande celebração repleta de referências culturais e nomes consagrados da música popular brasileira, as Paralímpiadas do Rio Janeiro não poderiam ter sido melhores para o Brasil e para os competidores da delegação brasileira. Os resultados foram considerado bastante positivos tanto do ponto de vista da infra-estrutura quanto da performance dos atletas.
Foram 12 dias de competição, entre 7 e 18 de setembro, que trouxeram novos esportes e, sobretudo, mostrou os brasileiros ao mundo. Com 72 medalhas (14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes) o Brasil terminou a Rio-2016, em oitavo lugar no quadro geral de medalhas. Agora, a chama só será acesa em Tóquio, em 2020.
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, afirmou no final do evento que, apesar de não ter atingido a meta de ficar entre os cinco primeiros colocados no quadro de medalhas, o Brasil teve um resultado muito satisfatório nos Jogos Rio 2016.
Maratona feminina
A última medalha do Brasil nos Jogos Paraolímpicos veio na maratona feminina classe T12 (para deficientes visuais). Edneusa Dorta terminou em terceiro lugar na prova no domingo, conquistando a 72ª medalha do país na competição. Dividindo-se o total de medalhas ganhas entre homens e mulheres, a estatística mostra 71,3% dos esportistas que conquistaram medalhas foram homens.
Animado com os resultados, Andrew informou que os investimentos no esporte paraolímpico para a Rio 2016 foi em torno de R$ 70 milhões. Ele tem a expectativa que os recursos aumentem para R$ 180 milhões na próxima edição que acontecerá em Tóquio 2020.
Sucesso de Público
A cidade do Rio de Janeiro recebeu 243 mil turistas durante as Paralimpíadas. Em média, os turistas gastaram R$ 271,20 por dia, gerando renda de R$ 410 milhões. A meta de venda de ingressos foi alcançada: 1,8 milhão de ingressos vendidos em apenas uma semana. O número total de vendas foi de 2,1 milhões de ingressos. O recorde de público aconteceu no dia 10 de setembro: 172 mil pessoas.
Pesquisas do Ministério do Turismo revelaram que os restaurantes e os preços dos ingressos foram os quesitos melhor avaliados pelos visitantes na cidade e nas competições. O levantamento ainda mostrou que 90,5% dos visitantes entrevistados afirmaram que gostariam de voltar ao Rio.
Do total de turistas estrangeiros, 18% vieram dos Estados Unidos, 15,5% da Espanha, 6% da Argentina e da França e 5,4% da Alemanha. Entre os turistas brasileiros, a maioria veio da região Sudeste (61%), enquanto 16% vieram do Sul, 12%, do Nordeste e 8%, do Centro-Oeste.
Conquistas
Entre os resultados positivos obtidos pela delegação brasileira estão o aumento da conquista de medalhas, que saltaram de 43 em Londres 2012, para 72 na Rio 2016. Além disso, houve crescimento no número de medalhistas, de 43 para 113. “É a melhor participação brasileira em Jogos Paralímpicos. A gente sempre disse que era uma meta agressiva e ambiciosa. Mas era uma meta, não uma promessa”, afirma Andrew Parsons.
“A gente sai de 23% da delegação, para 39% da delegação brasileira com medalhas”, observou. Quinze desses atletas têm menos de 23 anos, o que mostra uma renovação no esporte paralímpico nacional. Houve a melhoria de 93 marcas pessoais de brasileiros. Contudo, existiram veteranos que levaram medalha para casa nas modalidades de bocha, natação e tênis de mesa: a faixa etária deles é de aproximadamente 47 anos.
Aumentou também as modalidades que medalharam (de sete em Londres, para 13 no Rio) e quatro pela primeira vez: ciclismo, halterofilismo e vôlei, além da canoagem, que estreou nesta edição dos Jogos.