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Alunos da Escola Justino participam de palestra sobre doenças sexualmente transmissíveis
17/10/2016

ESCOLA ‘JUSTINO’ PROMOVE PALESTRA SOBRE DST


Palestra foi proferida pela técnica em enfermagem e drag queen “Tieta”, que há 16 anos atua na Saúde, em São Joaquim da Barra

Os alunos da Escola Estadual “Capitão Antônio Justino Falleiros” participaram de uma palestra cujo tema foi “Doenças Sexualmente Transmissíveis”, proferida pela técnica em enfermagem e drag queen “Tieta”, que atua há 16 anos na Rede Municipal de Saúde de São Joaquim da Barra.

A instituição que desenvolve vários projetos, entre eles o de prevenção da saúde, promoveu a discussão com o objetivo de informar, educar e conscientizar os jovens e adolescentes sobre as doenças sexualmente transmissíveis, as formas de contágio e prevenção.

Abrindo a palestra, a profissional da saúde falou sobre cada uma das DSTs, explicando como são transmitidas e as maneiras mais eficazes de se preveni-las. Ela também orientou sobre os métodos contraceptivos e esclareceu dúvidas quanto ao uso correto dos preservativos.

Vacina
A técnica em enfermagem também discorreu sobre a vacina contra o HPV, que previne o câncer de colo de útero e é indicada hoje, para meninas de 9 a 13 anos. Ela também falou sobre drogas, álcool e também fomentou a discussão sobre os carimbadores - pessoas que disseminam o vírus HIV propositalmente.

A palestrante há 12 anos desenvolve trabalhos de prevenção às DSTs durante o carnaval de São Joaquim da Barra, e que há quatro anos atua como drag palestrante. “Este trabalho de conscientização realizado nas escolas da região é importante para alertar e prevenir os jovens sobre doenças que podem ser contraídas durante o contato sexual, principalmente o vírus do HIV, sífilis e hepatite B, tendo em vista que a Aids ainda não tem cura”, afirmou Tieta, eleita vereadora para o mandato de 2017, sendo a terceira candidata mais votada em cidade.

Elogio
Segundo a coordenadora pedagógica da escola, Maria Aparecida Duzzi Garcia (“Cida Duzzi”), a palestra foi importante para conscientizar os alunos sobre a importância da prevenção das DSTs, visto que nesta fase da idade, grande parte dos jovens já iniciou a vida sexual.

“Fiquei muito feliz com a palestra, pois percebi que a palestrante conseguiu prender a atenção dos alunos, se utilizando de uma linguagem bem informal, semelhante a que é utilizada por eles, fazendo com que assimilassem melhor o assunto”, elogiou Cida Duzi.

Hanseníase é tema de palestra na escola “Humberto França”
Terça feira, dia 4 de outubro, alunos da EMEF “Humberto França” assistirem palestra sobre hanseníase. O evento foi no salão nobre da escola. A palestra foi proferida pela enfermeira Samantha Cruz, que estava acompanhada pela equipe do PSF da Vila São Jorge, onde atua.

Durante a palestra foram esclarecidos os sintomas da doença, como é feito o diagnóstico, tratamento, entre outros assuntos relacionados à hanseníase.

A secretária da Educação, Renata Ribeiro Sandoval Ferreira Pagotto, agradeceu o apoio dos organizadores da palestra. “É muito importante levar esse tipo de conhecimento aos adolescentes, pois eles são capazes propagar as informações aos seus pais, vizinhos e amigos. Gostaria de parabenizar a escola pela iniciativa e também agradecer os funcionários do PSF da Vila São Jorge por colaborar voluntariamente”, agradece Renata.

Hanseníase
A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae. Foi descoberta em 1873 por um cientista chamado Hansen, o nome é em homenagem ao seu descobridor. Entretanto, esta é uma das doenças mais antigas já registradas na literatura, com casos na China, Egito e Índia, antes de Cristo.

A doença é curável, mas se não tratada pode ser preocupante. Hoje, em todo o mundo, o tratamento é gratuito, e há várias campanhas para a erradicação na doença. Os países com maiores incidência são os menos desenvolvidos ou com condições precárias de higiene e superpopulação.

Em 2011, o Ministério da Saúde registrou no Brasil mais de 33 mil casos da doença.

A transmissão do M. leprae se dá através de contato íntimo e contínuo com o doente não tratado. Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Não há transmissão pelo contato com a pele do paciente.

Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico do paciente.

O período de incubação é prolongado, e pode variar de seis meses a seis anos.

Sintomas
A hanseníase acomete primeiro a pele e os nervos periféricos, e pode atingir também os olhos e os tecidos do interior do nariz. O primeiro e principal sintoma são o aparecimento de manchas de cor parda, ou eritematosas, que são pouco visíveis e com limites imprecisos.

Nas áreas afetadas pela hanseníase, o paciente apresenta perda de sensibilidade térmica, perda de pelos e ausência de transpiração. Quando lesiona o nervo da região em que se manifestou a doença, causa dormência e perda de tônus muscular na área.

Podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos; e pode haver alteração na musculatura esquelética causando deformidades nos membros.