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Empreendimento em Ribeirão; setor da construção civil foi o que mais sentiu fechamento de vagas, segundo MTE (Foto: Claudio Oliveira/EPTV)
23/01/2017

RIBEIRÃO PRETO REDUZ DEMISSÕES, MAS TEM PERDA DE 3,8 MIL VAGAS EM 2016




Ribeirão Preto (SP) reduziu o ritmo das demissões, mas encerrou 2016 com uma perda acumulada de 3.860 vagas, apontam dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).



O déficit é 38,9% menor na comparação com 2015, quando foram fechados 6.323 postos com carteira assinada, e foi gerado sobretudo pelo desempenho negativo de setores como a construção civil, área que, na opinião do economista José Rita Moreira, está saturada.

"Ribeirão tem milhares de imóveis comerciais à venda, quase milhares de imóveis residenciais à venda, então não faz sentido produzir novas unidades, porque as construtoras e incorporadoras têm que desovar isso que já existe. Não existe espaço para novas construções. Consequentemente isso tem reflexo direto na abertura de novas vagas", diz.



3,8 mil vagas a menos

De janeiro a dezembro do ano passado a economia local admitiu 88.485 pessoas e demitiu 92.345 - 11,96 menos que no período anterior -, resultando em um déficit de 3.860 vagas.

No balanço setorial, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a construção civil foi a área que mais perdeu empregos: 1.480.

Na sequência, também aparecem resultados negativos em serviços (1.334), indústria de transformação (-767) e comércio (-260). Agropecuária e administração pública geraram, respectivamente, 56 e 17 vagas.

Moreira reconhece uma desaceleração nos números em relação a 2015, diante de um cenário mais favorável a partir do segundo semestre. No entanto, acredita que o mercado de trabalho será o último a sentir os efeitos positivos de uma eventual retomada da economia.

"Há uma tendência de reversão disso, mas a recuperação plena do emprego acho que vai levar alguns anos e depende muito de todos, tanto das esferas governamentais fazendo o dever de casa em cortar custos, pra que o mercado sinta entusiasmo e volte a investir, mas ciente de que em condições normais o último elo da corrente a ser retomado é o do emprego, exceto para aqueles que são mais qualificados", afirma.



Segundo ele, melhores condições para as empresas voltarem a expandir não representam aumento na geração de vagas.

"Não necessariamente, voltando a retomada econômica, isso tenha a ver com a retomada de empregos, porque as empresas vão se adaptando com conceitos de produtividade e conseguem fazer mais coisas com menos pessoas."

Fonte: g1.globo.com