CIDADE

A professora Karin Hermana Neppelenbroek junto aos professores da banca examinadora
23/01/2017

ITUVERAVENSE SE TORNA LIVRE-DOCENTE DA USP


Karin Hermana Neppelenbroek é professora da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo

A Ituveravense Karin Hermana Neppelenbroek, filha dos professores Antônio Marino Geraldo Neppelenbroek e Jacyra Abrahão Neppelenbroek, dia 9 de dezembro, recebeu a faixa de livre-docente pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB-USP), instituição na qual é professora desde 2008.

Ela foi submetida ao concurso público de títulos e provas para a obtenção do título de livre-docente pelo Departamento de Prótese da FOB-USP nos dias 30 de junho e 1° de julho de 2016, obtendo nota máxima (10,0) na prova escrita, defesa de tese, arguição de memorial e aula de erudição pela banca examinadora composta por cinco docentes titulares de universidades paulistas públicas.

Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, Karin fala sobre sua conquista. “Foi um grande passo profissional e também pessoal.

Profissionalmente, por esse grau acadêmico ser considerado o estágio mais elevado da carreira universitária e atestar uma condição acadêmica de amadurecimento na docência e na pesquisa. O grau de livre-docência pode ser atingido apenas por competência, independente da disponibilidade de vagas na carreira funcional”, afirma.

Grau de dificuldade
“Foi o concurso mais difícil de toda minha carreira, mais que os diversos concursos de ingresso aos quais fui submetida, incluindo o ingressei na USP em 2008. Para estar apta ao concurso de livre-docência, é necessário amadurecimento acadêmico e consolidação da carreira universitária com experiência em ensino, pesquisa e atividades administrativas e de extensão universitária. Tanto que o candidato precisa possuir o título de doutor há pelo menos cinco anos. Somente me senti preparada para a livre-docência após 11 anos de defesa do doutorado e quase 10 de docência em universidades públicas (UEPG, UFPR e USP), pois foi necessário esse período para eu pudesse produzir uma linha de pesquisa própria, coerente e continuada, amadurecesse como docente na graduação e pós-graduação, principalmente, orientando teses de mestrado e doutorado”, ressalta.

Desgaste
Ainda de acordo com ela, o concurso de livre-docência foi também o que mais a desgastou física e intelectualmente. “Além da defesa de uma tese monográfica semelhante à de doutorado, é preciso se submeter a uma prova didática e outra escrita, mediante sorteio de pontos (temas relacionados à especialidade) bem como a arguição do memorial de toda sua carreira acadêmica diante de uma banca examinadora composta por cinco professores, que pelas diretrizes da minha instituição, tiveram que ser todos titulares de universidades públicas”, relata.

“Pessoalmente, a livre-docência representou meu amadurecimento como ser humano, pois para fazer valer um título acadêmico o docente precisa ter humildade para reconhecer quando desconhece um assunto, interesse contínuo pelo conhecimento, solicitude para atender a seus alunos a todo momento, amor no tratamento aos pacientes, enfim, dedicação em tudo se propõe a fazer em sua vida”, destaca Karin.