GERAL

Aeronave que havia sido apreendidas em junho do ano passado
13/02/2017

PF DEIXA AERONAVE COM FIEL DEPOSITÁRIO DE ITUVERAVA


Aeronave é uma das que foram apreendidas por contrabando, em operação realizada no ano passado

A Polícia Federal esteve em Ituverava ontem, sexta-feira, 10 de fevereiro, para buscar uma das aeronaves que haviam sido apreendidas em junho do ano passado, que eram utilizados em contrabandos.

A PF informou que a aeronave não mais será levada para Maringá (PR), onde as investigações estão centralizadas, devido ao mau estado de conservação em que se encontra. As outras duas aeronaves haviam sido levadas no ano passado.

Os policiais federais solicitaram que uma pessoa da cidade fique com o avião na condição de fiel depositário, que é quando é dada a uma pessoa a atribuição de guardar um bem durante um processo judicial. É importante lembrar que o fiel depositário não tem nenhuma ligação com o crime. Pelo contrário, ele está prestando um favor à Polícia Federal.

Em junho de 2016, seis aeronaves foram apreendidas na região de Ribeirão Preto, sendo que três delas estavam em Ituverava, em um galpão do aeroporto.

A ação que resultou na apreensão das aeronaves e em várias prisões foi batizada de Celeno, e ocorreu em diversas cidades do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. A quadrilha proprietária das aeronaves movimentava por ano cerca de R$ 3 bilhões em mercadorias contrabandeadas.

Suspeitos
Segundo a PF, os suspeitos conduziam aeronaves de Salto Del Guairá, no Paraguai, até pistas clandestinas no interior de São Paulo. As investigações apontaram que pelo menos 12 aeronaves eram utilizadas pelos criminosos, realizando até dois voos diários.

A Polícia Federal informou que a operação começou com a prisão de um policial militar, em dezembro de 2010, em Ipuã, e com ele foi apreendida uma caminhonete com 500 quilos de maconha e cocaína.

Junto com a caminhonete, existia um adesivo que os suspeitos usavam para mudar a origem do avião. Eles tiravam o prefixo do Paraguai e colocavam um brasileiro. Em março de 2011, esse mesmo prefixo foi encontrado em um avião apreendido em Lucélia.

Contrabando do Paraguai
Em 2013, as investigações identificaram quatro grupos criminosos. Ainda conforme a PF, eles conduziam aeronaves de Salto Del Guairá, no Paraguai, até pistas clandestinas no interior de São Paulo.

As mercadorias eram então retiradas dos aviões e escoadas para entrepostos de armazenamento, de onde eram transportadas por caminhões e veículos até os destinatários finais.