O caramujo africanoA Secretaria Municipal de Saúde tem alertado a população a respeito da proliferação do caramujo africano (Achatina fulica), molusco que foi introduzido no Brasil na década de 1980, como uma opção de consumo de "escargot", pois no seu país de origem é consumido usado como alimento por ser rico em proteína. Porém, como no Brasil não se tem o hábito de consumo, os criadores soltar no ambiente, sem imaginar o dano que poderiam causar.
De acordo com a Secretaria de Saúde, na área urbana eles invadem e destroem hortas e jardins. Em áreas com produção agrícola, é considerado uma praga, afetando principalmente plantações de banana, brócolis, batata-doce, abóbora e alface.
“Na saúde pública o caramujo é considerado um grande problema, pois pode transmitir os parasitas Angiostrongylus cantonensis (causador da meningite eosinofílica) e o Angiostrongylus costaricensis (causador da angiostrongilíase abdominal), por meio do contato e principalmente pela ingestão de caramujos infectados”, afirma a Secretaria de Saúde, em comunicado enviado à Tribuna de Ituverava.
Orientação
A secretaria também orienta a respeito da eliminação do caramujo. “Cata-los manualmente é o procedimento mais recomendado, mas deve ser sempre com as mãos protegidas por luvas ou sacos plásticos. A catação deve ser realizada no período da manhã ou no início da noite, horários em que os caramujos estão mais ativos, pois durante o dia se escondem para se proteger do sol. Após recolhe-los devem ser esmagados, cobertos com cal virgem e descartados”, ressalta.
“Existem produtos lesmicidas no mercado que podem ser de grande valia no combate, porém seu uso e o descarte dos caramujos mortos devem seguir as regras estabelecidas”, alerta a Secretaria da Saúde.