Relógios deverão ser ajustados com o fim do horário especial O Horário de Verão termina à meia-noite deste sábado, 18 de fevereiro (zero hora de domingo), quando os relógios devem ser atrasados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida, em vigor desde outubro, tem como objetivo aproveitar melhor a luz solar durante o período do verão, além de estimular o uso consciente da energia elétrica.
A mudança de horário foi adotada no Brasil desde 1931, e visa proporcionar uma economia de energia para o país, com um menor consumo no horário de pico (das 18h às 21h), pelo aproveitamento maior da luminosidade natural.
Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.
A previsão do governo é que o Horário de Verão deste ano resulte em uma economia de R$ 147,5 milhões, por causa da redução do uso de energia de termelétricas. Na edição anterior (2015/2016), a adoção do Horário de Verão possibilitou uma economia de R$ 162 milhões.
CPFL Paulista
A CPFL Paulista fez um balanço do Horário de Verão e segundo dados da distribuidora do Grupo CPFL Energia, que atende 234 cidades no interior de São Paulo, durante os 126 dias de duração do horário especial, estimou-se uma redução da ordem de 0,40% no consumo de energia elétrica.
Essa economia alcançou 48.286 MWh, volume suficiente para atender uma cidade do porte de Campinas, com 1,1 milhão de habitantes, durante 5 dias, ou Bauru por 18 dias, ou ainda Ribeirão Preto por 9 dias. Com o mesmo volume de energia elétrica, seria possível abastecer 20.119 clientes residenciais, com consumo médio de 200 kWh, durante um ano. Há expectativa de que a demanda de energia no horário de pico apresente redução de 3,20%.
Segundo Thiago Freire Guth, diretor de Distribuição de Energia do Grupo CPFL, os principais objetivos da medida são melhorar o aproveitamento da luz natural e reduzir o consumo de energia elétrica, diminuindo a demanda no horário de pico, das 18 às 21 horas.
“Na média, as pessoas começam a chegar em suas casas às 18h, sendo que uma das primeiras ações é acender a luz. Na mesma hora, entram em operação a iluminação pública e os luminosos comerciais, por exemplo”, explica.
“No período do Horário de Verão, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após as 19h, quando o consumo industrial começa a cair”, acrescenta.