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Prática de exercício físico é um dos meios mais eficazes de prevenir a doença
04/04/2017

MARÇO FOI O MÊS DA PREVENÇÃO AO CÂNCER COLORRETAL


Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que o Brasil deverá registrar 34,2 mil novos casos da doença neste ano

Má alimentação, histórico familiar, baixo consumo de cálcio, além de obesidade e sedentarismo são, entre outros, fatores de risco do câncer colorretal, caracterizado por tumores no intestino grosso (o cólon) e no reto. Para conscientizar sobre os perigos da doença, março é o mês de prevenção do câncer colorretal.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o Brasil deverá registrar 34,2 mil novos casos da doença neste ano, sendo desses 16.660 em homens e 17.620 em mulheres.

Em muitos casos, esse tipo de câncer apresenta grandes chances de cura, principalmente se detectado precocemente. Uma alimentação rica em fibras, frutas, além da prática regular de atividades são medidas que previnem o câncer colorretal. Evitar o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas, carnes e outros alimentos processados também ajudam a prevenir a doença.

Os tumores podem ser detectados precocemente através de dois exames principais: a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a endoscopia digestiva baixa (colonoscopia). Esses exames devem ser realizados sem sinais e sintomas (rastreamento).

Rastreamento
A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o rastreamento sistemático de pessoas acima de 50 anos. Existem alguns grupos com doenças, às vezes hereditárias, que se indica o rastreamento numa idade precoce ou até mesmo a retirada do intestino grosso antes do desenvolvimento da neoplasia.

A cirurgia é o tratamento inicial. Em seguida, a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, é utilizada para diminuir a possibilidade de volta do tumor.

Ação Global
O movimento de conscientização a respeito da doença faz parte de uma ação global para chamar a atenção da sociedade para a prevenção e o diagnóstico precoce.

Outros sintomas do câncer colorretal são anemia de origem indeterminada, mudança no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes, sangramento anal e sensação de que o intestino não se esvaziou após a evacuação.

Grande parte desses tumores tem início a partir de pólipos - lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos.

O tratamento depende de fatores como tamanho, localização e extensão do tumor. Geralmente a cirurgia é o tratamento inicial e, em seguida, a radioterapia, associada ou não à quimioterapia.

Saiba mais sobre o câncer colorretal
O que é câncer colorretal?

São tumores que acometem o intestino grosso que é subdividido em cólon e reto. Uma característica importantíssima desses tumores é que a maioria deles tem origem em pólipos que são pequenas elevações na parede do cólon e/ou do reto e que crescem muito lentamente, podendo levar muitos anos para se tornarem malignos. Isso permite que esses pólipos possam ser identificados e retirados antes de se transformarem em tumores malignos, através da colonoscopia.

Quais são os fatores de risco?

Uma dieta rica em carnes vermelhas, processadas (salsichas, mortadelas, etc.) e gorduras, não praticar exercícios físicos, a obesidade, o tabagismo, o alcoolismo, a idade acima de 50 anos, o fato de já ter tido pólipos ou câncer colorretal ou doença inflamatória intestinal, a ocorrência de câncer colorretal em familiares de primeiro e segundo graus e as síndromes hereditárias, sendo as mais comuns a polipose adenomatosa familiar e o câncer colorretal hereditário sem polipose, são todos fatores que podem influenciar na ocorrência de tumores colorretais.

Quais são os sinais e sintomas?

O sangramento ao evacuar é o sinal mais comum, anemia sem causa aparente, principalmente em pessoas com mais de 50 anos, alterações no hábito intestinal (diarreia ou intestino preso), desconforto abdominal com gases ou cólicas, permanência da vontade de evacuar mesmo após a evacuação, chamam a atenção de que a causa possa ser um tumor.

Emagrecimento intenso e inexplicado, fraqueza, fezes pastosas e escuras, e sensação de dor na região anal também podem estar relacionados com tumores. Caso apresente algum desses sinais e sintomas procure um médico. Salientamos que outras doenças, que não o câncer, também podem apresentar alguns desses sintomas.

Como prevenir este tipo de câncer?

Prevenir quer dizer evitar os fatores que estão relacionados com o desenvolvimento de câncer colorretal. Adotar uma dieta rica em frutas, verduras e vegetais, evitar carnes vermelhas e embutidos, praticar exercícios físicos, combater a obesidade, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, são atitudes importante na prevenção.

Entretanto, há necessidade de se submeter a exame de rastreamento, uma vez que essas medidas não são 100% eficazes. O exame mais importante e eficiente continua sendo a colonoscopia, que consegue visibilizar todo o cólon e reto, e se encontrar algum pólipo pode retirá-lo, evitando que se transforme em um tumor maligno (prevenção) ou até tratando uma vez que tumores pequenos nos pólipos podem ser curados com a retirada desses pólipos. Recomenda-se iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos. Quando há casos na família a colonoscopia deve ser iniciada mais precocemente.

Como é o tratamento?

O tratamento nos tumores iniciais geralmente é menos agressivo, através da retirada de pólipos e lesões pela colonoscopia ou por cirurgias com ressecções locais dos tumores. Nos tumores maiores do cólon há necessidade de cirurgia (convencional, laparoscópica ou robótica).

Nos tumores do reto pode haver necessidade de radioterapia e quimioterapia antes da cirurgia. Resumindo, o tratamento envolve radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia dependendo do local, do tamanho e extensão da doença no cólon ou em outros órgãos no caso de existirem metástases (aparecimento do tumor em outro órgão como fígado ou pulmão, por exemplo). Quanto mais precoce o tratamento menor a agressividade e o tempo de tratamento, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente.