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O podólogo Paulo César da Silva Dias
10/04/2017

PÉ DIABÉTICO EXIGE CUIDADOS FREQUENTES E MUITA ATENÇÃO


Podólogo Paulo César da Silva Dias, especialista no assunto, fala sobre os riscos da doença

O diabetes, que ganhou status de epidemia e atinge 14 milhões de pessoas no Brasil, tem os pés como membros alvos, o que faz com que profissionais orientem para atenção redobrada para evitar fungos e infecções. Caso os pés diabéticos não recebam monitoração, limpeza e proteção adequadas, a doença, a longo prazo, leva à perda da sensibilidade e à instalação de deformidades.

Maus hábitos e estilo de vida desregrado, além da predisposição individual, podem causar o diabetes tipo 2.

O acompanhamento médico é imprescindível para que os riscos e consequências da enfermidade sejam amenizados, além do mais, os diabéticos precisam de uma série de cuidados extras, inclusive a prática de exercícios físicos.

Entre os problemas mais comuns para pessoas propicias a ter Pé de Diabético são micoses, principalmente as superficiais, que atingem a região das unhas e são capazes de provocar até a amputação do pé. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), três pessoas são amputadas diariamente em decorrência da doença.

Na corrida ou até mesmo em outros ambientes, a escolha das meias e dos tênis que vão proteger os pés deve ser criteriosa e sempre acompanhada de um especialista.

Profissional
Em Ituverava, um profissional conceituado atua nesta área é o podólogo Paulo César da Silva Dias, proprietário da clínica Pro-Pés, localizada à Rua Omaguás, 504, no Jardim Marajoara. Recentemente ele concluiu o curso de especialização em Atendimento Podológico ao Portador de Diabetes Mellitus, pelo Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), mesma instituição pela qual ele se formou, em Franca.

Segundo ele, o objetivo de fazer o curso foi, além de se capacitar e se manter atualizado, poder atender de maneira ainda mais eficiente os pacientes portadores de diabéticas que já frequentem a sua clínica de podologia.

“Diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada pela hiperglicemia. A hiperglicemia é causada por defeitos na secreção da insulina, problemas no processamento dessa substância pelo organismo e, em alguns casos, o organismo não fabrica suficientemente e a quantidade segregada não tem a ação esperada”, explica o podólogo.

“A hiperglicemia provocada pelo diabetes mellitus é crônica e, em longo prazo, está associada a complicações e disfunção em diferentes órgãos, como: olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos. A falta de insulina ou a ação deficiente da substância pode provocar danos às células dos órgãos ou a algumas partes do corpo, e uma das partes mais afetadas são os pés”, ressalta Paulo César.

Podólogo alerta sobre riscos causados pelo pé diabético
Ainda de acordo com o podólogo Paulo César da Silva Dias, o pé dá sustentação às pessoas, mas no caso do diabético ele está sujeito à infecção, ulceração e destruição de tecidos profundos, associados com anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular, causados por múltiplos fatores, por isso receber a classificação de pé de risco.

“Para o podólogo profissional especializado no tratamento e nos cuidados com os pés, o pé diabético é uma grande preocupação. O aparecimento de úlceras pode, em casos mais graves, resultar em amputação do pé ou parte dele. Assim, a Podologia é considerada de extrema importância para a prevenção e tratamento das patologias dos diabéticos”, observa Paulo César Ele lembra ainda que o pé diabético é responsável por grande parte de internações, intervenções cirúrgicas e amputações de membros inferiores dos portadores da doença. “Nesses procedimentos, a mortalidade e a morbidade alcanças porcentagens altas, principalmente entre os idosos. O problema aparece como dormência, dores, sensação de queimação e evolui para ulcerações e atrofia, entre outros sintomas ”, diz.

“No diabético, os cuidados com os pés devem ser específicos, pois, muitas vezes, o grande responsável pelo aparecimento das lesões é o calçado que deveria proteger os pés. No caso dos diabéticos, o calçado inadequado pode ser causa das lesões”, destaca.

Causas e Tratamento
Ainda de acordo com ele, as ulcerações e outros problemas apresentados nos pés diabéticos são multifatoriais e estão relacionados à neuropatia diabética. Sendo que o aparecimento da neuropata está relacionado com o controle inadequado da glicemia. “Resulta de lesões nos nervos, levando a perda de sensibilidade, aparecimento de queixas dolorosas mais ou menos intensas, atrofias musculares e perturbações da mobilidade (diminuição da força nas pernas e dificuldade na marcha)”, enfatiza.

“O tratamento do pé diabético envolve prevenção e diagnóstico precoce da neuropatia diabética. Quando ocorre o tratamento rigoroso da glicemia através da alimentação balanceada, prática de exercícios físicos, exames periódicos e outras recomendações, há a possibilidade de se evitar as neuropatias, no entanto, nos pacientes com maior risco, o exame físico e acompanhamento com profissionais de saúde é um diferencial para esse controle”, ressalta.

Ele lembra que o podólogo é o profissional que pode contribuir de maneira importante na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do pé diabético e nas neuropatias diabéticas. “Evitar todo e qualquer transtorno que o pé diabético possa originar, deve-se ter um correto e periódico acompanhamento podológico, assim como prevenir possíveis complicações com a ajuda de familiares ou pessoas que com os diabéticos convivam”, orienta o podólogo Paulo César da Silva Dias.

O aposentado Luiz Carlos Ribeiro Pugliani, que é diabético, é cliente do podólogo Paulo César da Silva Dias a quatro anos. “Necessito de cuidados especiais nos pés, mas desde que comecei o tratamento com um podólogo capacitado, minha vida se tornou muito mais fácil e agradável. Antes sofria fortes dores e tinha outros problemas, mas agora está tudo bem”, completa.