O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou pelo segundo mês consecutivo em Ribeirão Preto (SP): a inflação em abril foi de 0,425%, segundo pesquisa da Associação Comercial e Industrial (Acirp) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Os gastos com saúde, alimentação e despesas pessoais foram os principais responsáveis pela alta em relação a março. Entre os alimentos que ficaram mais caros em um mês, destacam-se o tomate, a batata e a manga, com alta de 70,12%, 34,09% e 10,92%, respectivamente.
“O tomate, não dá nem para aproveitar, está ruim e caro. Vim buscar um monte de coisas e não achei”, reclama o aposentado Luciano Gimenez, durante as compras na manhã desta segunda-feira (15).
Em comparação a abril do ano passado, o preço do tomate subiu 8,71%. No mês passado, o quilo da fruta era vendido em média por R$ 4,62, enquanto no mesmo período de 2016 custava cerca de R$ 4,25.
Ainda em relação a abril do ano passado, o ovo foi o produto com maior alta: a cartela com 12 ovos passou de R$ 4,69 para 5,46, aumento de 16,42%. Em segundo lugar no ranking está o arroz, cujo preço do pacote de um quilo saltou de R$ 12,95 para R$ 14,64 – alta de 13,05%.
“São alimentos que dependem muito das condições de oferta. Então, às vezes, as condições do produtor acabam fazendo com que tenha menos produto no mercado e a tendência é que o preço suba”, diz o economista Gabriel Couto.
Confira a variação de preços dos grupos de alimentos entre março e abril:
Legumes – 29,03%
Tubérculos – 15,63%
Frutas – 4,48%
Carne bovina – 3,12%
Café – 2,28%
Ovos – 1,94%
Verduras – 1,22%
Leite – 1,02%
Bebidas – 0,69%
Açúcar – 0,05%
Preços em queda
Por outro lado, a batata, que ficou mais cara no último mês, está mais barata em relação ao ano passado. Dados da Acirp/Fipe apontam que o quilo desse tubérculo era vendido a R$ 2,39 no mês passado, mas custava R$ 4,74 em abril de 2016 – queda de 49,58%.
“Podemos notar que, em várias seções, os preços diminuíram. Um exemplo seria os hortifrútis. Os produtos estão com preço bastante acessível e a gente tem notado uma queda significativa”, afirma o empresário Aurélio Mialich.
Na comparação entre março e abril, o arroz e o feijão, indispensáveis no dia a dia dos brasileiros, ficaram 1,91% e 1,31% mais baratos, respectivamente. O economista Gabriel Couto afirma que a expectativa é de estabilização dos preços a partir de maio.
“Principalmente esses produtos que subiram muito nos últimos meses, como tomate e batata, a tendência é que nas próximas semanas, com a normalização da oferta, esses produtos voltem a ter preços um pouco mais acessíveis”, diz.
Fonte: g1.globo.com