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Exames de prevenção são importantes para detectar a doença
27/05/2017

SEMANA DA TIREOIDE FOI ENTRE OS DIAS 19 E 25 DE MAIO


Doença tem cerca de 6 mil novos casos diagnosticados por ano no Brasil, segundo Inca

Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. O que não significa que sejam malignos. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, apenas 5% dos nódulos são cancerosos.

No entanto, perceber este nódulo o quanto antes pode evitar a doença e, para isso, a palpação da tireoide é fundamental. Por isso, o tema da Semana Internacional da Tireoide 2017, que começou dia 19 e seguiu até o dia 26, é “Tenho um nódulo na tireoide. E agora?”.

Além de alertar para a importância do autoexame, revela uma preocupação dos médicos com a incidência de casos de câncer na tireoide - são cerca de 6 mil novos casos diagnosticados por ano no Brasil, conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

A tireoide é uma glândula endócrina localizada no pescoço, logo abaixo da laringe, em formato de borboleta. Ela produz hormônios chamados triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Esses hormônios são importantes para o controle do metabolismo. O T3 e o T4 são levados pelo sangue para todo o corpo e influenciam funções importantes do corpo como temperatura, frequência do coração, peso, força muscular e sistema nervoso.

A função da tireoide é controlada pela hipófise, uma pequena glândula localizada na base do cérebro. A hipófise produz o hormônio estimulante da tireoide (TSH), que induz a tireoide a produzir T3 e T4.

Tipos
Os distúrbios mais comuns relacionados à tireoide envolvem a produção anormal dos hormônios T4 e T3. Quando há pouca produção destes hormônios, pode ocorrer o hipotireoidismo.

Quando ocorre produção exagerada destes hormônios, acontece o hipertireoidismo. Apesar dessas duas situações causarem sintomas ruins e desconforto, há tratamento adequado e específico para cada um desses problemas.

São sintomas do hipertireoidismo: ansiedade, irritabilidade, hiperatividade, suor excessivo, tremores de mãos, perda de peso, perda de cabelo, frequência do coração elevada. São sintomas de hipotireoidismo: alterações de sono e humor, sonolência, irritabilidade, aumento de peso, cansaço inexplicável, pele seca, sensibilidade exagerada ao frio, dores musculares, crescimento inadequado (em crianças).

Os fatores de risco para desenvolvimento de hipo e hipertireoidismo envolvem história familiar de doença de tireoide,ser do sexo feminino, e ser portador de alguma outra doença autoimune.

Outro distúrbio relacionado à tireoide é o nódulo de tireoide, cuja frequência aumenta com a idade. Bócio significa um aumento da tireoide, que pode ou não trazer sintomas, e pode estar relacionado a produção normal, insuficiente ou exagerada de hormônios, precisado ser avaliado em detalhes pelo médico.

Diagnóstico
Geralmente são realizados exames de sangue para se diagnosticar as doenças de tireoide quando há suspeita clínica. O diagnóstico de nódulos é feito por exame do pescoço e ecografia de tireoide quando necessário. Também existem pessoas com maior risco de ter doenças na tireoide e nelas podem ser feitos exames de rastreamento.

Os exames básicos para o diagnóstico da maioria das doenças de funcionamento da tireoide são a dosagem no sangue do TSH e do T4 livre. Qualquer médico pode fazer diagnóstico de doenças tireoideanas. Entretanto, a solicitação de dosagens hormonais não habituais aleatoriamente, seja por médicos de outras especialidades ou principalmente por não médicos, não é uma prática recomendada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Exames
A solicitação de exames, como por exemplo, TRAB, T3 livre e T3 reverso, é feita somente em casos excepcionais e não como rastreamento de doenças em pacientes assintomáticos.

As doenças tireoidianas são bem mais comuns em mulheres do que em homens, na proporção de cerca de 8 mulheres para cada homem com problema na tireoide. Entretanto, não se sabe os motivos exatos pelos quais as mulheres são mais acometidas. Da mesma forma, o hipotireoidismo é bem mais comum do que o hipertireoidismo na população como um todo.

A prevalência de nódulos de tireoide aumenta com a idade
São cerca de 2% em mulheres com 30 anos, 9% em mulheres de 40 anos e 20% em mulheres acima de 55 anos.

Entretanto, o câncer de tireoide é bem menos frequente. A chance de um nódulo de tireoide ser maligno é cerca de 3 a 5%, porém isso varia de acordo com as características que o nódulo apresenta na ecografia.

O câncer de tireoide é classificado em câncer diferenciado (câncer papilar e folicular) que são os mais comuns, câncer medular de tireoide (mais raro, muitas vezes genético) e câncer anaplásico (extremamente raro e agressivo). O tratamento normalmente envolve cirurgia e uso de terapia com iodo radioativo em alguns casos.

Sintomas
Muitas vezes os sintomas causados por problemas da tireoide são vagos e inespecíficos, e se o paciente estiver sentindo alguns dos sintomas já mencionados é importante que procure seu médico para uma avaliação.

Rápida perda de peso, aumento de frequência cardíaca e tremor fino de mãos podem ser sintomas de hipertiroidismo e devem ser investigados com mais brevidade.

Vale lembrar que há muitas outras causas na nossa sociedade, devido a nosso estilo de vida na atualidade, para sintomas como cansaço, aumento de peso e sonolência, sendo que problemas de tireoide não são a causa mais provável desses sintomas, por isso é sempre importante a avaliação médica.