Os vereadores votaram nesta manhã de terça-feira, dia 6, o pedido de abertura da comissão processante contra o prefeito Gilson de Souza (DEM). No pedido, o jornalista Marcelo Bomba acusava o prefeito de ser negligente na fiscalização de ambulantes no Centro da cidade. Por unanimidade, os vereadores negaram o pedido. Em seguida, Bomba que já havia se inscrito usou a tribuna e criticou a decisão do prefeito de permitir que os ambulantes permaneçam no Centro por mais 30 dias.
O presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS), disse logo em seguida que também não concorda com o acordo feito entre o prefeito e os ambulantes. "Isso (o acordo) eu também não concordo. O que ele (prefeito) fez fere nosso Código de Postura. Entendo que é dificil para o prefeito, mas precisamos resolver os problemas que são inerentes ao chefe do Executivo. Me estranha é que eu mesmo pedi três audiências e não fui recebido. A Acif pediu e também não conseguiu. Mas os ambulantes o prefeito recebeu por mais de 30 minutos."
O vereador Corrêa Neves Júnior (PSD) disse que não acha pertinente a abertura de um processo de cassação contra Gilson de Souza. "O processo de cassação deve ser usado em caso de crime cometido pelo prefeito. Neste caso, em que pese o fato de eu discordar da forma como a questão dos ambulantes vem sendo tratada pelo governo, não acredito que este seja o caminho". Corrêa voltou a defender a criação de um novo cargo de fiscal para abranger toda a fiscalização do Código de Postura e não apenas dos ambulantes.
O irmão do prefeito e vereador Nirley de Souza (PP) disse que o prefeito encontrou muitas dificuldades neste início de governo. "Ele encontrou muitos problemas para serem resolvidos. E no caso dos ambulantes, o Gilson esperava a decisão da Justiça. A Prefeitura tinha recorrido. Ele ainda teve dificuldade para montar uma equipe de fiscalização. Agora estuda o uso dos fiscais da Vigilância Sanitária. Mas ele nunca foi omisso. Ele estava sim analisando a questão e pensando na melhor solução. Não se pode ter uma ideia e já se executar se pensar. Isso foi o que aconteceu. Mas esse problema será resolvido".
Adérmis Marini (PSDB) também quis justificar o voto contrário à abertura do processo de cassação. "Eu quero deixar bem claro que uma coisa que eu nunca fui é ser injusto e montar uma comissão processante contra o prefeito com cinco meses de governo seria injusto. Mas o assunto é relevante e merece sim ser discutido. Vou ser crítico e acho que nós, vereadores, temos que discutir mais esse problema e tentar encontrar uma solução." O vereador sugeriu a formação de uma CAR (Comissão de Assuntos Relevantes) para tratar do problema dos ambulantes e da falta de fiscalização.
O vereador Della Motta (PTN) cobrou mais iniciativa do prefeito. "Agora não passou, mas serve de alerta para o prefeito. Ele precisa agir. Ter reuniões mais objetivas. Em Franca, estamos vendo o surgimento de um monte de cracolândias. Aquela Praça do Itaú já está uma vergonha. Eu tenho muito respeito pelo prefeito, mas é preciso agir. Ele tem que resolver."
Fonte: gcn.net.br