ECONOMIA

13/07/2017

BATATA E TOMATE INFLUENCIAM QUEDA DA INFLAÇÃO NO MÊS DE JUNHO EM RIBEIRÃO




Dados da Associação Comercial e Industrial (Acirp) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que a inflação em Ribeirão Preto (SP) registrou queda de 0,328% em junho, em comparação a maio. O acumulado do ano é de 1,286%.



Esta é a segunda vez consecutiva no ano em que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registra deflação, influenciado pelas despesas com alimentação, com queda de 1,143% no período. As reduções mais expressivas foram registradas no tomate (-34,16%), na batata (-23,23%) e no contra-filé (-6,22%).



De acordo com o economista Gabriel Couto, o tempo seco foi o responsável pela queda nos preços do tomate e da batata.



“Ambos se favoreceram de um período um pouco mais seco. Não teve aquele excesso de chuvas que geralmente a gente observa no começo do ano e que prejudica a oferta de muitos produtos. Isso não aconteceu e ajuda na queda do preço”, diz.



Menos caro

Em contrapartida, ficaram mais caros alimentos como limão (+57,82%), alcatra (+2,95%) e feijão (+9,98%).

Para os consumidores, as compras estão ficando menos caras, e não mais baratas. Segundo o economista, a queda dos preços não é tão nítida para o consumidor na conta do caixa porque ele tende a comparar valores pagos em anos anteriores, quando a inflação não estava tão alta.



“Quando você faz essa comparação, os preços de hoje estão de fato bem mais altos que naquela época. Quando a gente olha junho em relação ao mês anterior, a gente teve uma queda geral nos níveis de preço”, afirma.

O lojista Rafael Ricci diz sentir a redução de preços em alguns produtos, mas afirma que tem gastado mais com supermercado nos últimos anos. “Algumas coisas estão mais em conta, mas algumas deu uma aumentadinha. O que anda mais caro é a carne. A compra não está ficando barata não. Antigamente, gastava na faixa de uns R$ 600, agora estou gastando R$ 750.”

De acordo com a vendedora de cosméticos Marlene Padovan, as pessoas gastam mais e levam menos. “Os preços estão uma loucura. Eles baixam no tomate, mas tem outras coisas que aumentam. Uma coisa de muita utilidade não baixa, um arroz, um feijão, ovos, óleo, açúcar, leite”, diz.

Fonte: g1.globo.com