Adolfo Medina BuckerQue maravilha! São sessenta e oito anos de luta, empreendimento, trabalho que tem gerado nesse tempo, informações e observações importantes de cidadania.
O jornalismo é uma missão das mais importantes a ser compreendida pelo cidadão, reflete o princípio democrático, as aspirações e as crenças de uma sociedade justa.
Poucos empreendimentos alcançam essa longevidade. O que fazer? Escrevo esse artigo dedicado ao passado, a sua história, a essa e a nova geração de jornalistas, que terão de rever os valores, crenças e atitudes morais, que ainda pulsa no subdesenvolvimento político, econômico e social do país.
Aristóteles, filósofo grego, dizia que a virtude da informação jornalística é formar cidadãos virtuosos. Argumentava ainda, que uma nação que preza a liberdade, a democracia e a justiça, precisa investir na formação do caráter de seus cidadãos. Ao contrario, torna-se um mero mecanismo para perseguir adversários e distribuir favores aos amigos, tornando assim à liberdade e a justiça, sinônimos de anarquia.
Quais então as virtudes de um bom jornalismo? As virtudes cívicas, a clareza de discernir entre o certo e o errado, de informar com imparcialidade sobre a justiça, a habilidade de zelar pelas regras que preservam a harmonia social e o bem da sociedade.
Temos assistido nesse momento injusto por que passa o país, um jornalismo atuante na informação dos fatos, auxiliado pelas redes sociais, com grandes furos de reportagens, que tem ajudado sobremaneira a desbaratar crimes, até então encobertos.
Temos também assistido jornalistas ávidos por informar, cometendo deslizes imprudentes, ao fazer profecias dos fatos, causando muitas vezes, descrenças nas informações, quando elas não refletem a verdade. Eis o grande risco do jornalismo!
A prudência deve ser a grande virtude do bom jornalismo!
Adolfo Medina Bucker