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18/07/2017

QUATRO PREFEITOS DA REGIÃO ESTÃO PRESOS POR CORRUPÇÃO




“Prometo cumprir a Constituição Federal, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica Municipal, observar as leis, promover o bem geral dos munícipes e exercer o cargo sob inspiração da democracia, da legitimidade e da legalidade.” Esse é o juramento feito por prefeitos na solenidade de posse, normalmente, diante de uma salva de palmas. Quatro prefeitos de cidades da região de Franca rasgaram o compromisso e estão na cadeia acusados de corrupção.



Há político que está atrás das grades há mais de um ano. Juliano Mendonça Jorge, de Miguelópolis, foi preso no dia 19 de abril de 2016, na Operação Cartas em Branco, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Ele é acusado de liderar uma organização criminosa instalada na Prefeitura e que teria fraudado mais de R$ 6 milhões em licitações. Oito vereadores da cidade também foram presos por participação no crime. Juliano está preso em Tremembé. Os vereadores começaram a ser soltos pela Justiça na última semana.



A 65 quilômetros de Miguelópolis, em Igarapava, a Prefeitura também foi alvo da corrupção. Na última sexta-feira, a Justiça decretou a prisão preventiva dos irmãos Carlos e Sérgio Augusto de Freitas. O primeiro foi prefeito de 2013 a 2016. Sérgio governou a cidade por dois anos no final da década de 1990. Ambos são apontados pelo Gaeco como líderes de uma organização criminosa acusada de fraudar licitações que somam mais de R$ 26 milhões. Estão na cadeia do Jardim Guanabara, em Franca.



Em 1998, Sérgio era o vice do prefeito Gilberto Soares dos Santos, o “Giriri”, que foi assassinado a tiros. Ele assumiu a Prefeitura por dois anos e foi acusado de ser o mandante do crime. Até hoje ele não foi julgado. Em 2009, quando era vereador, Sérgio foi preso acusado de extorquir o prefeito Francisco Tadeu Molina.



Quem também está presa é Dárcy Vera, de Ribeirão Preto. Ela é acusada de chefiar um esquema que desviou R$ 45 milhões dos cofres públicos. Foi presa em dezembro do ano passado, conseguiu um habeas corpus dias depois, mas retornou para a cadeia em maio.



As prisões dos prefeitos são reflexos de investigações realizadas pelo Gaeco há cerca de dois anos. “Além do crime organizado violento, como roubo e tráfico, também temos combatido esta questão da corrupção, dos crimes de colarinho branco que, de formas direta e indireta, prejudicam muitas pessoas. A população acaba sendo atingida na área de Saúde e Educação, pois faltam os recursos. As prisões mostram que temos reunido provas muito contundentes”, disse o promotor Rafael Piola.

Fonte: gcn.net.br