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O ortopedista Dr. Fábio Farias
28/07/2017

ORTOPEDISTA TRAZ NOVA TÉCNICA CIRÚRGICA PARA A REGIÃO


Dr. Fábio Farias participou do 6º Curso Brasileiro-Argentino de Cirurgia Percutânea e de Reconstrução do Pé e Tornozelo

Na última semana, o ortopedista Dr. Fábio Farias, profissional que atende na Santa Casa de Ituverava às quintas-feiras, esteve no 6º Curso Brasileiro-Argentino de Cirurgia Percutânea e de Reconstrução do Pé e Tornozelo, realizado na cidade de Barretos.

Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, ele explica que o evento foi prestigiado pelos melhores profissionais da área de diversos países. “Durante o evento foram discutidas as novidades da área de cirurgia minimamente invasiva, praticado em um excelente centro de treinamento do IRCAD. Participaram profissionais do Brasil todo, como Uruguai, Rússia, Áustria, Bolívia e Argentina”, explica.

Agora o Dr. Fábio Farias traz para Ituverava e região nova técnica que acaba com cortes e grandes lesões em peles pós-cirurgias, além de permitir que os pacientes possam andar no dia seguinte após a cirurgia.

“A cirurgia invasiva é extremamente importante para os pacientes, pois é uma técnica nova e muito eficaz. Dúvidas podem ser tiradas através do e-mail farias.fabio86@gmail.com ou pelo Instagram drfabiofarias”, ressalta.

Cirurgia percutânea do pé
A cirurgia ortopédica moderna tem evoluído para as técnicas minimamente invasivas ou percutâneas (MIS) buscando menor agressão aos tecidos e encurtando o processo de recuperação pós-operatório.

A Cirurgia Percutânea do Pé, ou minimamente invasiva, como ficou conhecida, é uma técnica realizada por mini-incisões por onde se efetuam os mesmos procedimentos cirúrgicos empregados na cirurgia clássica com o objetivo de permitir correções através de tenotomias, osteotomias, exostectomias e capsulotomias. Utilizamos, para isso, instrumental específico como: minilâminas, raspas e fresas ósseas movidas por um motor elétrico.

Destaque
Essa técnica vem sendo desenvolvida há 65 anos, mas teve destaque apenas a partir de 1985, nos EUA, com Stephen Isham, e na década de 1990 na Europa, com Mariano Prado e Paul Golano na Espanha, e nos anos 2000 em Portugal com Paulo Carvalho e na França, com a fundação do grupo GRECMIP (Groupe de Recherche et d’Etude en Chirurgie Mini-Invasive du Pied).

As vantagens do método percutâneo são: pós-operatório pouco doloroso, possibilidade de cirurgia bilateral, carga (andar) imediata, geralmente sem uso de implantes metálicos (placa-parafuso), pode ser feita com anestesia ao nível do tornozelo (bloqueio regional), possibilidade de alta no mesmo dia, menos problemas de cicatrização (diabéticos, idosos, varizes).

Profissional
Dr. Fábio Farias, 30 anos, é ortopedista pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), especialista em Pé e Tornozelo, assistente no Hospital Sírio Libanês em São Paulo

Ele atua na equipe de Ortopedia da Santa Casa de Ituverava, e atende às quintas-feiras. O Médico, que é natural de Novo Horizonte, região de São José do Rio Preto, é casado com a Nayara Vieira Ciampi.

Tratamentos
A técnica está indicada no tratamento de: joanetes (hallux valgus), hallux rígido, dedos em garra ou martelo, metatarsalgia (dor plantar aos metatarsos), joanete de sastre ou alfaiate (quinto dedo), clinodactilia (dedos com deformidades), fasceite plantar (esporão de calcâneo), doença de haglund (calcanhar), Exostoses (saliências ósseas), osteotomias (cortes ósseos), pé diabético, revisão de cirurgia aberta, más formações congênitas ou complicações que dificultem o acesso convencional. Trata-se de um método novo e diferente de realizar procedimentos convencionais, com menos agressão de partes moles, menos sangramento, menos exposição óssea, menos dor pós-operatória e menos tempo cirúrgico.

Como toda cirurgia existem riscos e complicações, especialmente porque as abordagens são feitas de forma percutânea, sem visualização direta, é necessário que o cirurgião tenha indicação precisa, instrumental adequado, muito treinamento e experiência e conhecimento técnico suficiente para realizá-las e conhecimento anatômico das estruturas envolvidas para evitar lesões.

O que é Cirurgia Minimamente Invasiva
Cirurgia Minimamente Invasiva não se utiliza dos grandes cortes que sempre caracterizaram um ato cirúrgico. Invadir de forma mínima, para cirurgiões, significa uma série de medidas para tornar a cirurgia menos traumática e o mais confortável possível para o paciente. Durante muito tempo, quando alguém precisava ser operado, não se sabia muito bem o que iria acontecer. Quantos dias de internação, qual a real possibilidade de complicações, quantas semanas ou até meses para se voltar a trabalhar ou ter de volta uma vida normal.

Nas últimas décadas, foram feitos grandes esforços justamente para melhorar a previsibilidade de uma cirurgia, diminuir suas chances de complicações e de sequelas e aumentar sua efetividade. Talvez o maior dos passos nesta direção tenha sido a adaptação da tecnologia do vídeo para a cirurgia, ou seja operar sem abrir, observando o que se passa dentro do corpo através da imagem captada por uma câmera e transmitida numa tela de TV.

Com isto, o cirurgião e seus auxiliares passaram a operar sem fixar os olhos diretamente no paciente, mas nesta tela da TV. Enquanto um auxiliar ou mesmo um robô se ocupa de movimentar a câmara, filmando a operação, o cirurgião manipula seus instrumentos que entram no corpo do doente por meio de mínimos cortes.

As vezes até tão pequenos , que nem precisam ser fechados com pontos, como na minilaparoscopia. Nasceu com este conceito a videocirurgia. Também chamada laparoscopia, ou como é conhecida ainda por muitos pacientes “a cirurgia dos furinhos” ou “a cirurgia a laser”.

Atualmente, a cirurgia minimamente invasiva se confunde com os métodos de videocirurgia. Operar com o mínimo de cortes, o mais rápido possível, com a menor internação possível, causando o mínimo de dor ou praticamente dor alguma e quase sem afastar o paciente de sua rotina, de sua família e de seu trabalho.