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02/08/2017

JUIZ MANTÉM RÉUS PRESOS NA SEVANDIJA




Em decisão publicada na tarde desta quarta-feira (2), o juiz Lúcio Ferreira, responsável pela condução da Operação Sevandija, negou o pedido de liberdade feito pelas defesas de cinco dos sete réus presos no esquema envolvendo apadrinhamentos políticos na empresa Atmosphera.



Conforme ACidade ON mostrou na semana passada, as defesas de Ângelo Invernizzi, Marco Antonio dos Santos, Layr Luchesi, Davi Cury e Maria Lúcia Pandolfo pediram a revogação da prisão preventiva logo após o término das audiências com as testemunhas de defesa, arroladas pelo Ministério Público.



Segundo as defesas, os réus tiveram bom comportamento na prisão, não violaram medidas cautelares quando estavam soltos – como comparecer ao Fórum – e não mais poderiam intimidar ou ameaçar as testemunhas de acusação.



O Gaeco já havia se posicionado contrário à libertação, alegando que os réus “ocuparam elevados postos na administração pública municipal e possuem forte influência no cenário político local” e que entre as testemunhas de defesa que ainda serão ouvidas há integrantes da prefeitura e da Coderp que eram subordinados a eles.



Segundo o Gaeco, a manutenção da prisão preventiva é “a única forma eficaz de se assegurar a coleta segura e isenta da prova, bem como garantir a futura aplicação da pena”.



Na decisão, o juiz Lúcio Ferreira reforçou que a fase de instrução do processo ainda não foi concluída, “pois resta a inquirição de testemunhas de defesa e principalmente os interrogatórios” e, portanto, os réus deveriam permanecer presos.



A defesa do ex-vereador Walter Gomes e do advogado Sandro Rovani não solicitou a revogação da prisão preventiva ao juiz, pois recorreu às instâncias superiores.



Mais depoimentos



Nesta quinta-feira (3), a partir das 9h, começam a ser ouvidas as testemunhas de defesa, arroladas pelos réus. Os primeiros a serem ouvidos foram solicitados por Marco Antonio dos Santos. Entre eles está Sérgio Nalini, ex-secretário da Fazenda.



As audiências serão realizadas até o dia 14 de setembro. Depois, MP e defesas farão as alegações finais, para então o juiz Lúcio emitir a sentença condenando ou absolvendo os réus. Depois ainda caberá recursos em instâncias superiores.

Fonte: www.acidadeon.com