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15/08/2017

SEM CHUVA HÁ QUASE 3 MESES, RIBEIRÃO PRETO TEM PIOR ESTIAGEM EM 17 ANOS




Dados da Somar Meteorologia mostram que Ribeirão Preto (SP) atingiu esta semana o maior período de estiagem dos últimos 17 anos. Sem chuvas há 82 dias, o município enfrenta problemas com o aumento de riscos das queimadas.







Condições que, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), também repercutiram na qualidade do ar, com a pior avaliação desde o início do ano.







De acordo com a análise da Somar, 2017 foi o único ano, desde 2000, que ultrapassou a casa dos 80 dias de seca durante o outono e o inverno, estações em que geralmente o índice de chuvas cai. Até então, as piores estiagens tinham sido em 2012, com 63 dias, e 2016, com 62.







Queimadas



Com a umidade relativa do ar em baixa, o Corpo de Bombeiros tem registrado, em média, ao menos um incêndio por dia em áreas verdes nos arredores da cidade, na maioria das vezes ocasionado por ação humana.







Um deles atingiu 52 hectares no Jardim Independência nesta segunda-feira (14). "Mais de uma ocorrência em vegetação por dia, às vezes quatro ou cinco consecutivas. Isso é um problema", diz.







Ponto com uma das principais áreas verdes da cidade, o campus da USP teve o monitoramento reforçado. Em 2014, o campus registrou incêndios como os atingiram 100 mil metros quadrados e 15 mil metros quadrados que resultaram na destruição de árvores raras e na morte de animais que viviam em um banco genético usado por pesquisadores.







Em 2012, na mesma época, a universidade também registrou incidentes, um deles com as chamas se alastrando por 400 metros quadrados. Em 2011, o campus enfrentou um incêndio que se espalhou por 80 hectares.







Após os incêndios, as equipes se estruturaram com uma viatura para ronda exclusiva dentro do campus, com a instalação de duas câmeras de segurança de longo alcance e com o reforço da Guarda Universitária, segundo o supervisor da brigada da USP Adilson de Lima Biagi.







"A área é muito grande, as condições climáticas não ajudam, porque o vento propaga as labaredas para vários metros de distância e o que era um princípio de incêndio acaba se tornando um incêndio de grandes proporções", diz.







Qualidade do ar ruim



Por causa das queimadas e da falta de chuvas, a cidade registrou, no início de agosto, os piores índices de qualidade do ar desde o início do ano, segundo a Cetesb.



A estação localizada no Parque Maurílio Biagi, região central da cidade, encerrou a última terça-feira (8) com 109 microgramas por metro cúbico de partículas inaláveis suspensas na atmosfera (MP10) em uma escala que varia de 0 a 250. Dentro desses parâmetros, a qualidade do ar na cidade é considerada muito ruim.







Na tarde desta segunda-feira (14), o município foi o único com essa classificação dentre os avaliados em todo o Estado.







Nessas condições, os moradores sentem o agravamento de sintomas como tosse seca, ardor nos olhos, falta de ar e respiração ofegante, princopalmente crianças, idosos e pessoas com doenças cardiorrespiratórias.

Fonte: g1.globo.com