O diretor de Vigilância em Saúde, Cléber Jacob Silva de Paula e alunos do curso de Medicina Veterinária A Prefeitura de Ituverava, por meio da secretaria de Saúde e o setor de Vigilância em Saúde, em parceria com o Grupo de Estudos de Zoonoses (GEZO), da Faculdade Dr. Francisco Maeda/FEI, promoveram nos dias 10 e 11 de agosto, nas Estratégias Saúde da Família do município, a Semana de Prevenção da Leishmaniose Visceral.
Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, participaram do evento treze alunos do curso de Medicina Veterinária que orientaram sobre a doença, cuidados e prevenção. As atividades foram coordenadas pelo diretor de Vigilância em Saúde, Cléber Jacob Silva de Paula; pela Profissional de Informação, Educação e Comunicação, Jéssica Cristina Caretta Teixeira; pelo docente da Faculdade Dr. Francisco Maeda, Romeu Moreira dos Santos; e pela estagiária Mariana Estorino Moreno.
A prefeita Adriana Quireza Jacob Lima Machado elogiou a ação que levou informações sobre a leishmaniose. Agradeço, na pessoa do secretário de Saúde, Dr. Alcides Antônio Maciel Júnior, todos que participaram dessa atividade que levou mais informações sobre a leishmaniose aos atendidos pelas Unidades de Saúde do município. Parabéns a todos pela iniciativa”, parabeniza Adriana.
Leishmaniose
É uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos.
Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como "ferida brava".
A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade se torna menos frequente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.
Transmissão
A leishmaniose é transmitida principalmente pelo mosquito palha, que pica o cão doente e transmite a doença para os seres humanos. Os principais sintomas em humanos são febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e anemia. Pode haver aumento do volume abdominal devido ao aumento do fígado e baço.
Nos cães os principais sintomas são crescimento exagerado das unhas, emagrecimento, anemia, feridas e queda de pelo nas pontas das orelhas, queda de pelo ao redor dos olhos, feridas entre os dígitos, entre outros.
A melhor forma de prevenção da Leishmaniose é evitar o acúmulo de fezes e de matéria orgânica (folhas, frutos, restos de galhos) nos quintais.