CIDADE

Bispo de Franca Dom Paulo Beloto (no centro)
03/09/2017

IGREJA ABRE EM FRANCA TRIBUNAL PARA NULIDADE DE CASAMENTOS




Desde de ontem, sexta-feira, 1º de setembro, Franca passa a contar com um Tribunal Eclesiástico Diocesano para causas de nulidade de matrimônio. O órgão foi instituído dia 31 de agosto, em ato solene na Capela Nossa Senhora de Lourdes. O objetivo do Tribunal é agilizar o pedido de anulação de casamentos e diminuir os custos para os que buscam o serviço.

Antes, os fiéis da Diocese de Franca tinham seus pedidos encaminhados para Ribeirão Preto. O processo demorava até 18 meses. Agora, o objetivo é que o prazo seja de um ano.

“Foram nomeados servidores do Tribunal e já começamos o trabalho. Antes os pedidos eram encaminhados para Ribeirão; daremos andamento a alguns desses casos e iniciaremos o agendamento de novos pedidos”, disse o padre Célio Adriano Cintra, diretor executivo do Tribunal.

Acesso
Interessados em pedir a nulidade podem contatar a Cúria pelo (16) 3721-2294 ou à Rua Major Claudiano, 1545, Centro de Franca, das 7h30 às 12 horas, de segunda a sexta.

“Na primeira entrevista realizaremos o processo de instrução ao processo mostrando aos fiéis a forma adequada de preparar toda a documentação, apresentar os fatos que envolvem o casal que pede a nulidade matrimonial, ou seja, prepará-los para poderem apresentar os documentos da maneira correta”, disse padre Célio.

A mudança no processo de nulidade matrimonial tem o objetivo de agilizar o processo e ainda facilitar financeiramente para os fiéis. Antes era necessário desembolsar três salários mínimos para o processo, sendo realizado em Franca esse valor será de dois salários mínimos ”, completou.

“Para mim hoje, de forma muito concreta, abrir o Tribunal em Franca é mostrar um cuidado por todos os fiéis que precisam voltar para o coração de Cristo. Para isso, não estamos aqui para dizer ‘seus casamentos foram desmanchados’, mas sim com muita caridade e amor acompanhar esses casais e dizer que realmente não houve um sacramento e vocês estão livres para caminhar e continuar suas vidas dentro da igreja”, finalizou padre Célio.

Cerimonia de abertura
A cerimônia que instituiu o Tribunal francano contou com a presença do bispo da Diocese de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto, o arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Moacir Silva Júnior, e o juiz do Tribunal Interdiocesano de Ribeirão Preto, padre Antônio Carlos Santana, além de sacerdotes, seminaristas e servidores nomeados, que desenvolverão o trabalho do Tribunal.


Podem procurar a nulidade no Tribunal fiéis da Diocese de Franca, que é responsável pelas paróquias de Aramina, Buritizal, Cristais Paulista, Guará, Igarapava, Itirapuã, Ituverava, Jeriquara, Nuporanga, Orlândia, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, Sales Oliveira, São Joaquim da Barra e São José da Bela Vista.