Após anunciar, na última segunda-feira, que a novidade poderia ser implantada na próxima rodada, a entidade voltou atrás. Também quarta-feira , dia 20, a Globo, responsável pela transmissão dos jogos, avisou que não tinha condições operacionais para implementar o sistema no fim de semana. "Devido à complexidade da operação, esse é um projeto que demanda tempo para selecionar, treinar operadores, padronizar estádios com equipamentos necessários, simular testes com os times de operador de replay, técnico e árbitro de vídeo para a CBF", informou a emissora carioca.
"Vale lembrar que o sinal dos jogos produzidos tanto pela Globo como pela Globosat tem o objetivo único de gerar a melhor cobertura e experiência para o telespectador. Para o projeto de vídeo-arbitragem, são necessários ajustes e inclusões de câmeras que não fazem parte do modelo atual de captação de TV", acrescentou.
Irritado com os seguidos erros de arbitragem no futebol brasileiro, entre eles o gol de braço anotado pelo atacante Jô na vitória do Corinthians sobre o Vasco, Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, queria promover a estreia do árbitro de vídeo o mais rapidamente possível. Após ser informado pela comissão de arbitragem que não seria possível utilizar o sistema em todos os jogos da próxima rodada, o dirigente sinalizou com a possibilidade de colocar o árbitro de vídeo em duas partidas: São Paulo x Corinthians, no Morumbi, e Fluminense x Palmeiras, no Maracanã. No entanto, a ideia não foi bem recebida pelos dirigentes dos times que não seriam contemplados com o árbitro de vídeo nesta rodada.