O delegado João Paulo de Oliveira Marques; no destaque, a foto divulgada pela Record TV, do acusado de assassinato, o ex-policial militar Adilson MeloA Polícia Civil esclareceu, nesta semana, de um duplo assassinato, ocorrido no final de agosto. As vítimas foram José Sílvio Barbosa Sberni, 44 anos, e Jovama Sandoval Mauad, 40. O suposto responsável é o ex-policial militar Adilson Melo, 48 anos, que já está preso na Penitenciária de Franca, desde a última quarta-feira, 20 de setembro.
Segundo informações da Polícia Civil, Melo vinha sendo investigado desde a semana seguinte aos crimes. Ele foi expulso da Polícia Militar há mais de 12 anos por envolvimento com o tráfico e teria ligações com usuários de drogas e associado a esse delito.
Na quarta-feira, munidos de mandado de prisão temporária de 5 dias, policiais civis foram até a casa do ex-PM, na Vila São Jorge, e o prenderam. Ele foi levado à delegacia de Ituverava e negou a autoria dos crimes. Porém, ainda de acordo com a Polícia Civil, as investigações e diligências apontam que ele foi o responsável. A arma usada no crime não foi localizada e a prisão preventiva de Melo deve ser solicitada à Justiça a qualquer momento.
Investigações
“Iniciamos as investigações logo após o crime, recebemos muitas denúncias anônimas, fizemos diligências, reunimos provas documentais e chegamos à conclusão de que Adilson é o principal suspeito”, explica o delegado João Paulo de Oliveira Marques, em entrevista à Tribuna de Ituverava.
“Pedimos a prisão temporária e continuamos com a investigação. Faremos também a reconstituição do crime, mas claramente ele é o principal suspeito, apesar de não ter confessado no interrogatório, foi contraditório várias vezes, inclusive ao apresentar várias versões do que estava fazendo no dia e hora do crime”, ressalta o delegado.
O caso chocou a cidade e teve grande repercussão em redes sociais e também em meios de comunicação de várias partes do Brasil. Devido à gravidade do crime, a prisão do suspeito deixou a população aliviada. É preciso elogiar a atuação do delegado João Paulo de Oliveira Marques e dos membros da Polícia Civil, que agiram com rapidez e eficiência.