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31/10/2017

CÂMARA ARQUIVA PROCESSO CONTRA VEREADOR SUSPEITO DE ATUAR COMO FALSO MÉDICO EM RIBEIRÃO PRETO




O conselho de Ética da Câmara de Ribeirão Preto (SP) confirmou ter arquivado o processo contra o vereador Waldyr Villela (PSD), suspeito de atuar como falso médico. O relatório, que descarta a ocorrência de quebra de decoro parlamentar e de infração à Lei Orgânica, foi entregue nesta segunda-feira (30).

De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Simões (PDT), o parecer não precisa ser votado em plenário.

Villela segue fora do Legislativo e proibido de acessar a repartição, pois foi afastado por uma decisão judicial com base em um pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apurou as irregularidades envolvendo o parlamentar, que é dentista por formação, suspeito de manter uma clínica clandestina e de prestar atendimentos médicos em um centro espírita na zona norte da cidade.

A reportagem procurou a defesa de Villela, mas não conseguiu um posicionamento nesta segunda-feira. Na época, o próprio parlamentar disse que as denúncias eram mentirosas e inescrupulosas.

A suspeita

Villela passou a ser investigado pela Polícia Civil e pelo Gaeco após a deflagração da Operação Sevandija.

O Gaeco informou ter recebido denúncia de que Villela, que é dentista por formação, atuava como médico e utilizava receituário de outros profissionais de medicina. Desde junho, o parlamentar estava sendo monitorado pela polícia.

A investigação apontou que o vereador usava o carro da Câmara para se locomover de casa até o centro espírita. Um assessor dele, contratado pelo Legislativo, também é suspeito de atuar no ambulatório, no atendimento dos pacientes.

Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo um no gabinete de Villela na Câmara, outro na casa do parlamentar e o terceiro no centro espírita, no bairro Tanquinho, zona norte de Ribeirão.

No local, foram apreendidos milhares de medicamentos amostras grátis, incluindo substâncias cuja compra só é possível com retenção de receita, como antibióticos e antidepressivos. A clínica funcionava sem alvará da Vigilância Sanitária.

A Polícia Civil informou que na porta da clínica havia um cartaz informando sobre reformas devido à falta de alvará, “dando conhecimento público que o local se trata de fato de um ambulatório e funcionava em desconformidade com a legislação municipal”, diz nota.

Villela é suspeito de praticar o exercício irregular de medicina, uso de documento falso, peculato, corrupção passiva e ativa, e associação criminosa.

Fonte: g1.globo.com