MINHA ITUVERAVA

29/01/2010

JUIZ FALA SOBRE O DIREITO E A MAGISTRATURA EM SUA VIDA


“A escolha pela Magistratura é resultado do ideal de fazer Justiça”

O juiz de Direito ituveravense Nemércio Rodrigues Marques, 29 anos, é titular da 3ª Vara Cível de Sertãozinho. Formado pela Faculdade de Direito de Franca, em 2002, ele conta que se mudou de Ituverava em 2004, passando a residir em São Paulo, onde se preparou para o concurso de Magistratura.

Segundo Marques, a escolha pelo Direito se deu devido a influência do pai, Nemércio Marques da Silva, que é advogado. “Inicialmente, eu pretendia ser advogado, mas, durante o curso, fui estagiário no Fórum de Ituverava e decidi ser juiz de Direito, preparando-me, desde a graduação, para o difícil concurso que enfrentaria”.

Quando se mudou
“Mudei-me de Ituverava em 2004, quando fui residir em São Paulo, para me dedicar à preparação para o concurso de ingresso na Magistratura”.

A profissão
“Formei-me pela Faculdade de Direito de Franca em 2002. Desde a faculdade, sonhava em ser juiz de Direito. Após quase dois anos de preparação, fui aprovado no concurso de ingresso à Magistratura de São Paulo, tendo assumido como juiz substituto a comarca de Catanduva. Em 2006, fui promovido a juiz titular e fui para Guaíra, onde permaneci até o final de 2007. Atualmente, sou juiz titular da 3ª Vara Cível da comarca de Sertãozinho”.

“Decidi cursar Direito por influência de meu pai, que é advogado. Inicialmente, eu pretendia ser advogado, mas, durante o curso, fui estagiário no Fórum de Ituverava e decidi ser juiz de Direito, preparando-me, desde a graduação, para o difícil concurso que enfrentaria”.
“A escolha pela Magistratura é resultado do ideal de fazer Justiça”.

Freqüência de visitas à cidade
“Visito a cidade a cada dois meses, mas devido os compromissos profissionais, as visitas são menos freqüentes do que gostaria”.

Lembranças
“São muitas. Da infância, período em que brincava com meus então vizinhos e amigos Danilo Biziac Antonini e seus irmãos. Das tardes na casa de minha avó materna Marize dos Anjos Ferreira (‘Dona Nenê’). Das professoras Mary Leão Andráo, Dirce Bitar, Maria Aró Vardasca, Izilda Macedo e outras, que me ajudaram a construir minha base e a quem sou muito grato”.
“Lembro dos jogos de futebol de rua com meus primos Fúvio de Matos e João César Rodrigues. Dos chás-dançantes promovidos na casa do João Bitar Júnior, onde grande parte das meninas (inúmeras) chegava de carona com a Stefânia Pires Lance (causava espanto a quantidade de meninas que desciam do carro). Das tardes na casa do Marcelo Martins Peres (“Marcelo Coxa”).
“Lembro-me, também, da banda de rock da qual fazia parte, juntamente com Victor Chaibub, Marcelo Fernandes e outros, e nos reuníamos aos sábados à tarde na casa do Bill (Augusto Sinhorini Chaibub) para os ensaios. A banda, com aquela formação, nunca se tornou profissional, mas deixou saudade”.
“Finalmente, eu me lembro das reuniões da Ordem DeMolay. O Capítulo ainda estava no início, mas, apesar de todas as dificuldades, crescemos como homens e criamos uma sólida amizade que ainda perdura”.

Fato que mais lhe marcou
“O nascimento da minha irmã, Adria Rodrigues Marques, quando eu tinha 5 anos. Apesar de muito jovem, guardo muitas recordações dessa época”.

Fato ou história importante
“No dia em que fui aprovado no concurso, fiz questão de ir pessoalmente agradecer a minha querida e eterna professora de português, ‘tia’ Maria Aró, pelos ensinamentos que ajudaram a construir minha base intelectual, moral e profissional. Quando lhe contei sobre meu êxito, ela ficou emocionada. Foi um dia inesquecível”.

Amigos
“Deixei muitos amigos na cidade. Cito, dentre eles, Marcelo Martins Barrachi, Marcelo de Castro Peres, André Diniz Rosa da Silva, Victor Nogueira Chaibub, Rodrigo Martins Peres, Frederico e Francisco Mantovani, Fábio Vieira Blangis, Éverton de Paula Yoneda, Igor dos Santos Galdiano, Cecílio Moysés Neto, Josué Mendonça, Danilo Biziac Antonini, Marcelo Moysés, Juliano Jammal, João Bitar Júnior, Renato Jabur, Julius Kikuda, Fernão Cruz, Guilherme Fidélis, Ariovaldo Pires, Fábio Almeida, Helder e Carlos Eduardo Machado, Alexandre Duarte (‘Dilé’), Leandro Maeda, Marcos Henrique Caetano do Nascimento, Veimar Ducatti Júnior, Rafael Leão, Daniel Caetano, Gustavo Bugalho, Vanderson Campos, Vinícius e Clayton de Oliveira Matos, Mário Alves Pereira Neto, e tantos outros, aos quais peço desculpa pela omissão”.
“As meninas eram Gisele Soares de Oliveira, Stefânia Galdiano, Stefânia Pires Lance, Mayra Rodrigues, Fabíola Pereira, Vanessa Barbosa, Vanessa e Soraya Kawakami Maeda, Vanessa Nogueira, Angélica Maeda, Rúbia Alencar, Jaqueline Aparecida Ferreira Sluiuzas, Carla Menezes, Cíntia Mira, Fabiana Lima Matos, Viviane Leite, Esther S. Silva, Aline Silva, e várias outras”.

Histórias pitorescas
“São muitas. Uma delas, divertida, foi a gravação de um vídeo para a aula de Inglês no Colégio Nossa Senhora do Carmo-COC, da professora Maria do Carmo Falleiros. Criamos um noticiário, do qual eu era o âncora, o Marcelo Martins Peres (“Coxa”) era o homem do tempo, o Marcelo Barrachi era um suicida que entrava ‘ao vivo’ no jornal e o Marcelo Moysés era uma criança abandonada. Tinha trilha sonora estava do (‘Vitinho Chaibub’) e era responsável pelo boletim policial Juliano Jamal. O vídeo ficou um fiasco, mas demos muitas risadas”.

Análise e perspectivas de Ituverava
“A cidade é referência educacional em todo o Estado devido à excelência dos cursos oferecidos pela Fundação Educacional. Também é destaque como avançado centro médico, um dos melhores da região. A perspectiva é que, em um futuro próximo, Ituverava possa se transformar em referência não só no Estado de São Paulo, mas em todo o País”.
“Tenho muito orgulho de ser ituveravense e de divulgar o nome da minha cidade. Por força da profissão, já residi em várias cidades, mas Ituverava é o único local onde realmente me sinto em casa, pela proximidade com minha família, amigos e minhas raízes”.

Do que você mais gosta e do que menos gosta
“Gosto da hospitalidade do povo e da tranqüilidade da cidade. Faltam opções de lazer e entretenimento”.

Sugestão de desenvolvimento
“A criação de um pólo industrial e a conseqüente qualificação profissional dos trabalhadores para atuação nessas indústrias, aproveitando que Ituverava é referência educacional”.

Voltar a morar em Ituverava
Apesar da vontade, minha profissão impede que eu volte a residir em Ituverava. Mas faço questão de jamais romper os vínculos que me unem à minha cidade, onde fui muito feliz.

Raio X

Nome: Nemércio Rodrigues Marques
Idade: 29 anos (completa 30 em março)
Profissão: Juiz de Direito na comarca de Sertãozinho
Filiação: Nemércio Marques da Silva e Maria Aparecida Rodrigues de Souza Silva
Irmã: Ádria Rodrigues Marques