MINHA ITUVERAVA

Alfredo Vitorino Vieira de Almeida, a esposa Marlene Fadel de Almeida e os filhos Alfredo Fadel de Almeida e Fernando Fadel de Almeida
02/07/2010

PORTUGUÊS ELEGE ITUVERAVA COMO CIDADE IDEAL PARA VIVER


O gerente de laticínio aposentado, Alfredo Vitorino Vieira de Almeida, fala sobre a época em que chegou à cidade

O gerente de laticínio aposentado, Alfredo Vitorino Vieira de Almeida,84 anos, chegou a Ituverava em 1966, para trabalhar na Nestlé. Desde então, nunca mais deixou a cidade, elegendo-a como lugar ideal para criar seus filhos e viver definitivamente com a família.
Muito espontâneo, logo quando chegou fez muitas amizades – as primeiras foram o comerciante Valdir Martins do Valle, proprietário da loja A Única, e Dalberto Ferreira de Menezes, da Relojoaria Hora Certa.
Em entrevista à Tribuna de Ituverava, ele conta – com certo saudosismo – como era Ituverava antigamente, como viviam as famílias e quais são suas principais lembranças.

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Quando chegou a Ituverava?
“Alfredo Vitorino Vieira de Almeida, 84 anos, natural de cidade do Porto, Portugal. Cheguei ao Brasil no dia 8 de abril de 1955, vindo direto para São Paulo. Logo que cheguei, exerci a atividade de vendedor viajante, assim como era em Portugal, até que ingressei na Companhia Nestlé”.
“Na época, a companhia adquiriu em Ituverava o laticínio Borges e Correia e eu, que trabalhava na região de Morro Agudo, fui transferido para Ituverava, em 1966, passando a viver na cidade. Eu me mudei para a mesma casa onde estou até hoje, na Rua Capitão Primo Augusto Barbosa, no Centro”.

Onde nasceu e se casou?
“Eu me casei em Porto Ferreira, terra da minha esposa, com Marlene Fadel de Almeida, em 16 de dezembro de 1961. E são meus filhos Alfredo Fadel de Almeida e Fernando Fadel de Almeida”.

Por que decidiu residir na cidade?
“Vim para o Brasil, pois na época tinha alguns primos no país, e um deles o Orlando Francisco de Almeida, era comerciante, pois nos comunicávamos com freqüência, e ele falava muito do Brasil. Então, me entusiasmei e vim para cá”.
“De cara gostei do povo brasileiro. Antes de residir em Ituverava, viajei muito pelo Brasil, morei na Bahia, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina”.

Primeira impressão
“Ituverava foi amor a primeira vista. As lembranças mais fortes são das amizades que conquistei na cidade. Devido à profissão, vivia só com fazendeiros e produtores de leite, dando assistência para a Nestlé, orientando os produtores”.

Fato interessante
“Eu me lembro das inúmeras reuniões da Nestlé, com com produtores de leite, para falar sobre a produtividade. Organizar exposição de gado leiteiro, na década de 70, entre os produtores de Ituverava e região”.

Ituverava de outrora
“Vários locais hoje povoados na cidade, antes era um matagal. Ali na região do CompreBem, por exemplo, era um descampado pertencente à família de Paulo Borges de Oliveira. Onde hoje fica a Associação Atlética do Banco do Brasil também não tinha casas”.
“Naquela época, a cidade já era excelente, com muita segurança e um povo muito hospitaleiro. Não havia pouca vergonha, drogas e tantas outras coisas ruins, de hoje. As pessoas davam mais valor à família, reunindo-se à tarde. A vida era mais aconchegante”.

Título de “Cidadão
Ituveravense”
“No ano de 1991 recebi da Câmara Municipal o título de Cidadão Ituveravense, foi uma home-nagem muito emocionante e gratificante. Anteriormente, ano de 1990 já havia recebido o título de Cidadão Buritizalense, que também me dei-xou muito satisfeito”.

Grandes amigos
“Logo que cheguei, fiz grandes amigos na cidade, como o comerciante Valdir Martins do Valle, proprietário da loja A Única, Dalberto Ferreira de Menezes, e muitos outros que já até faleceram”.

A pecuária
“A pecuária regional diminuiu muito. Antes, era um grupo unido, que promovia eventos como exposições de gado, torneios leiteiros. Com o decorrer dos anos devido a uma equivocada política do governo, que causou a drástica queda no preço do leite, a atividade foi se restringindo. No entanto, parece que agora está começando a aquecer, mas para impulsioná-la como antigamente, acredito que falta um laticínio na cidade para captar a produção”.

Sugestão
“Ituverava é uma cidade excelente. Acho que a única coisa que falta é mais indústrias para ‘socorrer’ o povo. As que existem são poucas, ain-da mais agora, com o crescimento da cana-de-açúcar na região”.

Raio X

Nome: Alfredo Vitorino Vieira de Almeida
Esposa: Marlene Fadel de Almeida
Idade: 84 anos

Naturalidade: Cidade do Porto, Portugal
Filhos: Alfredo Fadel de Almeida e Fernando Fadel de Almeida, casado com Elizabete Santos Del Bianci
Netos: Eduardo Barbosa Fadel de Almeida, 23 anos; Marcelo Barbosa Fadel de Almeida, 22 anos, casado com Fernanda Cerqueira Bloise; Guilherme Barbosa Fadel de Almeida, 11 anos e Luana Del Bianci Fadel de Oliveira, 8 anos. Ele tem o bisneto Miguel Bloise Fadel, filho de Marcelo e Fernanda