O empresário Donizete Aparecido Pinto com a esposa Basília Custódio da Silva Pinto e os filhos Rodrigo Custódio da Silva e Rodolfo Custódio da Silva técnico em Agropecuária, Donizeti Apa- recido Pinto, 45 anos, nasceu em São Rosa do Viterbo, e veio para Ituverava em 1994. Ele conta que, ao chegar na cidade, se deparou com uma região bem diferente da qual estava acostumado. “Senti o povo muito acolhedor e receptivo, por isso já me senti bem logo a primeira vista”, ressaltou.
Veja, abaixo, os principais trechos da entrevista, concedida via e-mail:
Quais motivos o trouxeram a Ituverava
“Vim para Ituverava em 1994. Eu trabalhava em uma multinacional, a Nestlé, e, na ocasião, fui transferido para a cidade, pois meu colega que aqui residia estava se aposentando”.
“No início, a idéia era permanecer na cidade por apenas três anos, até 1998; neste ano, cheguei a ser transferido para Jales-SP: a proposta era ficar seis meses em Jales, seis meses em Araçatuba e fixar residência em Presidente Prudente”.
“No entanto, eu já estava com forte vínculo familiar em Ituverava. Então me ocorreu que não seria uma boa idéia sair daqui, além de que o meu coração também não pediu. Graças a Deus, aqui fiquei, e tenho muitos amigos”.
Casamento
“Nasci em Santa Rosa de Viterbo e também me casei naquela cidade, com Basília Custódio da Silva Pinto. Tivemos filhos gêmeos Rodrigo e Rodolfo, que atualmente me ajudam em nossas lanchonetes”.
A trajetória
“Em Ituverava, tivemos a grata satisfação de inaugurar a Zero Grau, em 10 de março de 2007. A primeira loja foi próximo ao cruza-mento da Eletro Marajoara, onde vendíamos sorvetes e Milk Shakes de vários sabores. Com o crescimento do empreendimento e a aceita-ção do público, nos mudamos para o Centro da cidade, próximo ao Banco do Brasil”.
“Depois, inauguramos a segunda lanchonete, também na Avenida Dr. Soares, em frente a Padaria Ituveravense. Agora, recentemente, inauguramos uma lanchonete em São Joaquim da Barra”.
“Além da Rede Zero Grau, a família também é proprietária da Açaí Raiz, com lojas em Ituverava e São Joaquim da Barra”.
Aceitação
“Realmente, quando montei a primeira lanchonete em Ituverava, esperava que ela tivesse certa acei- tação, pela qualidade de nossos produtos, mas nunca imaginaria que ela cairia no gosto popular, principalmente dos jovens”.
“Hoje, oferecemos uma variedade de lanches natu-rais, pizzas de cone, vários tipos de vitaminas e tantos outros produtos que ajudaram a ‘fazer a fama’ da Lanchonete Zero Grau”.
A primeira impressão
“Logo quando cheguei percebi que se tratava de uma região bem diferente a qual eu estava acostumado a morar, pois já morei em várias regiões no Estado de São Paulo. Senti o povo muito acolhedor e receptivo, por isso já me senti bem logo a primeira vista”.
“Mesmo assim estra- nhei muito, pois era acostumado com cidades maiores e diferentes e com uma proposta de morar em centros maiores como Araçatuba e Presidente Prudente, que são excelentes, para trocar por Ituverava, mas acredito que foi amor a primeira vista, e eu, e meus familiares não tivemos dúvidas, e aqui estamos e acredito ser para sempre.
Trabalho social
“Os primeiros contatos que tive foi com o pessoal da diretoria da Associação Atlética Ituveravense, que na ocasião eram, Márcio Vinícius Carvalho (conhe-cido como ‘Marcinho do Itaú’) e quem me levou para colaborar com o clube lá; o Estevan Cherutti Galindo, Nivaldo Perez de Almeida “Rebeca”, Itamar Francisco de Oliveira. Como o clube “entrou no meu sangue”, também participei de várias outras diretorias, que sempre fizeram um trabalho sério”
Como analisa Ituverava
“Eu entendo que o potencial de Ituverava é muito grande, porém pouco explorado.
Infelizmente, não há mais lugar para erros come- tidos no passado, pois a concorrência de municípios circunvizinhos é grande. Se isso acontecer e o município não se aprimorar, ficaremos para trás”.
O que ainda falta na cidade “O que acho que ainda falta investir onde se pode prosperar, isto é, se hoje dependemos estritamente do comércio é nele que se deve investir, sem intenção de políticos. Nós temos profissionais capacitados e entidades ligadas ao comércio, mas precisamos ver se os interesses são mútuos. Nossa ‘luz de alerta’ está acesa; precisamos de um esquadrão de frente para alavancar o município, formado por pessoas que querem ver Ituverava evoluída no futuro”.
Comércio
“Em minha opinião, o comércio ituveravense é bastante promissor, com excelentes perspectivas.
Entretanto, a cidade precisa se preparar para seu crescimento, oferecendo melhores condições aos clientes, desde opções variadas a estrutura física”.
“Por exemplo: em Ituverava, no Centro da cidade, não há estacionamento para o consumidor. As pessoas reclamam muito sobre isso. Até eu, que sou proprietário em um estabelecimento na área central, já reclamei sobre esta questão. Entendo que as autoridades deveriam se preocupar com este aspecto”.
Raio X
Nome: Donizete Aparecido Pinto
Idade: 45 anos
Profissão: Empresário
Esposa: Basília Custódio da Silva Pinto
Filhos: Rodrigo Custódio da Silva e Rodolfo Custódio da Silva