VARIEDADES - CAPA

27/05/2011

EDIÇÃO 2928 - A MULHER INVISÍVEL


Triângulo amoroso imaginário será o pano de fundo do seriado que pretende discutir o cotidiano dos casamentos

No próximo dia 31, logo depois de “Tapas & Beijos”, a Globo estreia mais um seriado. É o “A Mulher Invisível”, o qual será mostrado em cinco episódios e cujo texto é livremente inspirado no filme homônimo e conta a história do casal Pedro (Selton Mello) e Clarisse (Débora Falabella) e a tal mulher invisível, Amanda (Luana Piovanni) que só existe na imaginação dele.

O diretor Guel Arraes explica que decidiu que seria importante acrescentar à trama o tempero de uma terceira personagem. E que essa pessoa fosse tão importante quanto essencial para discutir de forma leve o imaginário dentro do matrimônio. “A grande mensagem de ‘A Mulher Invisível’ é: viva bem com a sua fantasia e assuma para a sua mulher”, conta Guel, que não titubeou ao escalar a atriz Débora Falabella para viver Clarisse. A nova parceira de Pedro, em determinados momentos, passará de rival a aliada da personagem de Luana Piovani.

Com texto de Guel Arraes, Leandro Assis, Claudio Torres e Mauro Wilson, que também assina a redação final do seriado, “A Mulher Invisível” é a mistura perfeita de estilos, que resultou em um trabalho rico, engraçado e ao mesmo tempo muito romântico.

Pedro e Clarisse vivem os conflitos de um típico casal apaixonado aprendendo a lidar com a rotina do dia a dia. As cobranças e manias de Clarisse já não são mais tão legais assim, e Pedro perde sua identidade na pele de um homem preocupado apenas com a estabilidade. Em busca de um mundo ideal, surge Amanda, uma mulher imaginária que acompanha Pedro, e consequentemente Clarisse, nos seus desejos mais improváveis, quase uma versão feminina de si mesmo. Cabe a eles aprenderem a lidar com essa linda fantasia, capaz de trazer de volta as “borboletas na barriga” que habitavam aquela relação tempos antes.

Um daqueles românticos incuráveis, sempre sonhando em encontrar a mulher perfeita e viver numa relação idealizada, Pedro agora tem a centrada Clarisse em sua vida. Batalhadora e com um certo espírito aventureiro, ela seria a mulher ideal se não fosse real, pois, para Pedro, essas duas palavras parecem não caminhar juntas. De família rica e dona de uma agência de publicidade que herdou dos pais, Clarisse não só passa a dividir as escovas de dentes com ele, como também orienta sua carreira de publicitário.

Insistindo em ver a vida apenas da forma que lhe é conveniente, Pedro busca Amanda nos momentos em que o cotidiano parece sufocá-lo. Linda, perfeita e prometendo o paraíso sem cobrar nada em troca, Pedro não consegue disfarçar para Clarisse o fruto de sua imaginação. E as reviravoltas daí em diante serão muitas, da aceitação à rejeição, da concorrência à cumplicidade. Até o momento em que os dois passam a conviver muito bem com Amanda, ou melhor, com a fantasia do que ela é. Afinal, Pedro não saberia ficar sem Clarisse. E, eles, sem a imaginária Amanda.

Mulheres perfeitamente possíveis

Além da história leve e bem humorada, “A Mulher Invisível” promete mostrar duas mulheres bonitas, com visual e figurinos que farão a cabeça do público feminino.
Tornar a real tão linda quanto à imaginária. Essa foi a missão que a figurinista Ana Avellar e o caracterizador Marcos Freire receberam ao criar Clarisse, um mulher tão cativante quanto a sedutora Amanda. Muito contemporânea e, ao mesmo tempo, centrada, a publicitária se permite ousar quando se sente ameaçada, seja na concorrência com Amanda ou apenas para causar ciúmes em Pedro. “Veremos uma Clarisse com características típicas de uma mulher batalhadora, mas ao mesmo tempo muito doce”, revela Ana.

E, para construir a imagem desta esposa romântica e determinada, Débora Falabella surge com um estilo nunca visto antes, com mechas avermelhadas, desfiadas e repicadas, inspiradas nas francesas. “Ela é ousada e contemporânea, totalmente possível, representando a beleza real”, descreve Marcos, que também abusou da sensualidade na maquiagem com batons vermelhos.

Já para a beleza quase poética de Amanda, que parece uma boneca, mas não deixa de ser real, a fantasia surge em todos os momentos, com lingeries, decotes e vestidos longos que podem ser extremamente sedutores. “A Amanda tem uma liberdade maior, os cabelos são mais livres, mais compridos, em tons mais loiros e com um dourado tipicamente carioca”, conta o caracterizador. Com tudo sempre um pouco acima do tom, a personagem de Luana tem um quê de magia, algo fora da realidade.

Agora com mais responsabilidade e em um ambiente que permite um visual menos formal, Pedro pode deixar de lado a gravata em vários momentos, mantendo um estilo moderno, mas ao mesmo tempo com ar de executivo. “O trabalho muda e ele muda também, mas a essência do Pedro é a mesma”, diz a figurinista.