VARIEDADES - CAPA

Amor além da morte será o tema que moverá a história dos personagens de “Amorteamo”
02/05/2015

EDIÇÃO 3128 VARIEDADES


Amor te amo

Na sexta-feira, dia 08, logo depois do “Globo Repórter”, estreia a série “Amorteamo”, como parte das comemorações dos 50 anos da Globo.

A história de “Amorteamo” é atemporal. Para narrar esse melodrama do sobrenatural, a diretora Flávia Lacerda resgata referências clássicas do audiovisual, mesclando técnicas tradicionais do cinema e efeitos visuais contemporâneos que potencializam a estética romântica e misteriosa. “O texto trabalha com elementos mais fantásticos e a gente se inspirou muito no que acontecia culturalmente no mundo no início do século XX. Trouxemos tudo isso para contar nossa história de amor, que é um melodrama”, explica a diretora Flavia Lacerda. Associando linguagens do expressionismo, do cinema mudo e do teatro circense, nas quais as distorções e exageros dão o contorno das inquietações das personagens. “É um produto sofisticado, mas ao mesmo tempo popular. O cinema do início do século passado era exibido nas feiras públicas. A ideia é realçar, a partir da recriação dessas referências, o melodrama, a arte popular”, ressalta Guel Arraes, um dos criadores da série, em parceria com Cláudio Paiva e Newton Moreno.

O fio condutor são dois triângulos amorosos. O primeiro formado por Aragão (Jackson Antunes), a mulher Arlinda (Letícia Sabatella) e o amante dela, Chico (Daniel de Oliveira). O segundo, por Malvina (Marina Ruy Barbosa), Lena (Arianne Botelho) e Gabriel (Johnny Massaro), fruto da relação extraconjugal de Arlinda e Chico, mas criado como filho por Aragão. Gabriel nasceu sob o signo da morte, numa Recife do início do século XX. Foi concebido minutos antes de seu pai ser morto por Aragão num rompante de ciúme ao flagrar a traição em sua própria cama. Mas para Chico, a morte não foi o seu fim. E, mesmo morto, se fez presente dia após dia na vida daquela família.

Figurino da série
A série também promete chamar a atenção do telespectador por causa do figurino especialmente criado para esta produção, sem contar as perucas que foram confeccionadas para marcar a passagem do tempo através do crescimento dos cabelos de seus personagens.

O figurino de “Amorteamo” é marcado pelo encontro do tradicional com o moderno. Peças clássicas do final do século XIX e início do XX ganham uma releitura atual com formas pontudas e proporções irregulares, criada pela equipe de figurino conduzida por Cao Albuquerque, que reforçam a estética disforme da série.

Vestidos, calças e até chapéus foram customizados para integrar esse universo pouco tradicional. “Queríamos gerar um interesse visual. É um figurino fabular, o que pode ser divertido. Usamos itens mais antigos com mais contemporâneos”, explica o figurinista.

Foram produzidas cerca de 560 peças pela área de confecção de figurino do Projac, sem contar modelos novos ou repaginados do acervo da Globo com aplicação de tachas, ilhós, itens de metal, fitas e pedaços de couro para dar um toque de modernidade. A equipe de Cao trabalhou com envelhecimento e texturas em adereços e acessórios. Bijuterias modernas e exuberantes, por exemplo, ganharam tratamento para parecerem de época.

Enfim, a intenção é mesmo impressionar o telespectador. O tema não é exatamente novo quando se toma por base algumas séries americanas exibidas pelos canais pago que contam histórias de mortos que ressurgem do nada e tumultuam a vida de seus familiares, mas isso não desabona a ideia da série que quer agradar e alavancar a audiência da emissora.