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07/01/2010

MULHER MORRE DE DENGUE HEMORRÁGICA EM RIBEIRÃO PRETO

Agente do Controle de Vetores faz vistoria em piscina onde foram achadas larvas, no Parque São Sebastião, zona leste da cidade

O Instituto Adolfo Lutz confirmou ontem que a vigilante Maria Auxiliadora Alves, 51, moradora em Ribeirão Preto, morreu de dengue hemorrágica. A vigilante, que morava no bairro Alexandre Balbo e trabalhava em uma agência bancária na Vila Tibério, morreu no último domingo, na UBDS (Unidade Básica Distrital de Saúde) da rua Cuiabá.

A morte é notificada num período de alta da doença na cidade. Só em novembro e dezembro foram 101 casos, o maior total desde 2005, ano que antecedeu a pior epidemia da década -foram 5.997 casos em 2006. A Vigilância em Saúde alega que 2010 pode ser marcado por nova epidemia da doença.

Apesar de a morte ter ocorrido neste ano, a prefeitura e o Estado afirmam que o caso deve ser computado nos números referentes a 2009, já que os sintomas da doença surgiram no dia 30 de dezembro.

Com a confirmação da morte, esse é o terceiro óbito causado por dengue hemorrágica em Ribeirão Preto desde 1990. As outras duas mortes ocorreram em 2006. No ano passado não houve mortes pela doença, mas a cidade confirmou 1.551 casos de dengue clássica.

Em São Paulo, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foram duas mortes por dengue hemorrágica no ano passado, de um total de 21 casos confirmados. Em 2008 houve uma morte e, em 2007, outras 17.

Segundo a assessoria da secretaria, a morte em Ribeirão ainda não faz parte das estatísticas de 2009 porque, para o Estado, não há confirmação de que se trata de uma vítima de dengue hemorrágica, pois o caso ainda não cumpriu todos os critérios técnicos de detecção.

Já a Secretaria da Saúde de Ribeirão não tem dúvidas de que a morte ocorreu pela forma hemorrágica da doença e diz que o governo do Estado ainda não confirma a doença porque os dados sobre o caso não haviam sido enviados integralmente até a tarde de ontem.

"Mas eles [Estado] vão chegar ao mesmo diagnóstico que nós chegamos", disse a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Ribeirão, Maria Luiza Santa Maria.

Ela disse que a morte não muda as medidas antidengue adotadas em Ribeirão. "É triste a situação da morte de uma pessoa por dengue e a população tem que ficar alerta não só agora, mas todos os dias."

A dúvida que persiste é sobre o local onde a vigilante foi picada pelo mosquito transmissor da dengue. No bairro onde Alves morava, a prefeitura disse que fez um arrastão, mas não encontrou focos do mosquito.

Alves visitava a família com frequência em Jardinópolis, onde esteve de 22 a 28 de dezembro. A Prefeitura de Jardinópolis informou que o bairro Cidade Nova, onde a família mora, não está entre os que têm mais casos -a cidade teve 179 confirmações em 2009.

Para o chefe do departamento de medicina preventiva da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Roberto Medronho, cidades que tiveram epidemias seguidas de dengue, como Ribeirão, têm mais chances de registrar casos de febre hemorrágica.

O motivo é que, com a exposição a vários sorotipos, a população fica mais suscetível ao quadro mais grave da doença.

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