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ECONOMIA

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04/02/2010

SETOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL DEVE CRESCER EM 2010

O engenheiro Mauro Ribeiro, proprietário da Ribeiro Filho Materiais para Construção

Economistas e construtores se animam para a melhora do mercado, depois da crise mundial

A construção civil brasileira deve registrar uma expansão de 8,8% no PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, após o crescimento de 1% em 2009, estima o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) segundo dados divulgados no início de janeiro.

A economista da FGV Projetos, Ana Maria Castelo, explica que há uma diferença entre o cálculo do PIB feito pela entidade e aquele contabilizado pelo IBGE, que considera principalmente a produção de material de construção. Normalmente, afirma, os números são semelhantes, mas, neste ano, houve "um descolamento" devido a vários fatores, entre eles os estoques feitos pela indústria e pelo comércio nos momentos mais críticos da crise. Considerando a metodologia do IBGE, o setor deve ter uma queda de 6% em 2009 no confronto com o ano anterior.

Os setores que receberão mais recursos este ano, de acordo com a entidade, serão os setores residencial e energético. Os investimentos imobiliários deverão passar de R$ 170 bilhões em 2009, para R$ 202 bilhões em 2010. Com isso, a expectativa é que as vagas com carteira assinada no setor tenham um aumento de 8%, atingindo 2,4 milhões de empregos formais este ano – 180 mil postos a mais do que em 2009.

Nos nove primeiros meses de 2009, houve um crescimento de 7,3% no comparativo com o mesmo período de 2008, chegando a 2,297 milhões de trabalhadores com carteira assinada na construção civil no fim de setembro.

O SindusCon-SP também divulgou uma pesquisa feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas) que aponta uma redução de 3,3% no déficit habitacional no país, conforme adiantado pela Folha de São Paulo, para 5,572 milhões de moradias. Desse total, 80% estão concentrada nas famílias com renda mensal de até três salários mínimos.

Essa faixa da população é o foco de 40% do total de um milhão de imóveis que devem ser construídos dentro das regras do programa federal Minha Casa, Minha Vida, um dos responsáveis pela perspectiva de crescimento do setor em quase dois dígitos no próximo ano. No entanto, para o presidente da entidade, Sérgio Watanabe, "Infelizmente essa contratação não vai atacar o déficit habitacional nas capitais, onde se encontra a maior parte [dele]".

O economista do Sindicato, Eduardo Zaidan, destaca a importância da aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 285, que tramita no Congresso, para diminuir a necessidade de construção de moradias nesse segmento. “Sem uma política pública perene, não se consegue avançar nessa questão”, completou.

Construtor acredita que a cidade caminha para o desenvolvimento

Para o engenheiro Mauro Ribeiro, proprietário da Ribeiro Filho Materiais para Construção, este cenário era visto com moderação em Ituverava. “Neste setor, Ituverava teve um crescimento quase vegetativo, bem abaixo da média nacional, mas com a atual política econômica do governo Lula – que, com a preocupação com a crise mundial, direcionou incentivos para motivar economia, focando a construção civil como o setor mais ágil para geração de empregos – beneficiou muito o município, provocando crescimento, tanto na construção civil como nas reformas de imóveis”, afirmou.

Ele explica que, para conter a crise financeira mundial, uma das medidas tomadas foi aumentar o crédito dos bancos oficiais Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, que ajudou a conter a escassez de dinheiro na praça, aumentando a liquidez do mercado. “Isso fez com que crescesse a procura por imóveis na cidade, aqueceu os negócios e valorizou terrenos e as construções, o que foi muito bom, pois todos se animam com a possibilidade de maiores lucros, o que faz gerar mais empregos”, ressaltou Ribeiro.

Segundo ele, a construção civil é uma aposta de mais empregos do governo Lula. “Existem vários programas de incentivos, o que deixa o mercado mais otimista. É bom lembrar que este ano haverá eleições para Presidente, nos próximos 04 anos o país vai investir para realizar as Olimpíadas e Copa do Mundo de 2014, que são fatos muito positivos em termos de desenvolvimento, provavelmente vai ajudar o país crescer acima dos 5% no período. A Ribeiro Filho acredita neste crescimento e vai investir pesado em infra-estrutura e na melhoria de suas instalações para aproveitar este bom momento”, ressalta.

Ribeiro Filho lança projeto condomínio de apartamentos

A Ribeiro Filho lançou, no final do ano passado, um projeto para construção de mais um bloco de apartamentos no condomínio Residencial Romanini. Iniciado em 1996, o conjunto hoje conta com seis blocos de seis apartamentos cada, totalizando 36 apartamentos prontos.

“A meta, agora é construir mais 4 blocos de seis apartamentos, ou seja, mais 24 unidades. “Serão 24 apartamentos de 3 quartos, sendo uma suíte, duas garagens e área de lazer com piscina, que poderão ser financiados pela Caixa Econômica Federal. O novo bloco foi praticamente vendido em 15 dias, restando poucas unidades para serem comercializadas”, explica.

Mauro enfatiza que sempre acreditou no potencial econômico da cidade. “Para se ter uma idéia, a Ribeiro Filho foi inaugurada em plena crise, na implantação do Plano Real, porém expandimos e hoje atendemos clientes de Ituverava e da região, participando ativamente do desenvolvimento do município, gerando impostos e mais de 40 empregos diretos. A Construtora Ribeiro Filho não fica atrás, pois no ano passado, construiu mais 60 casas e estabelecimentos comerciais. Por toda esta história, para 2010 nossa visão é de ótima perspectiva, vamos construir mais apartamentos e, também já existem novos projetos em andamento, acreditamos que será um ótimo ano”, concluiu Ribeiro.

A crise e o Brasil
Sobre a econômica mundial, o empresário também acredita que o Brasil está muito melhor que a maioria dos países desenvolvidos, mas que os efeitos estão longe de acabar. “Existe uma insegurança no ar e os governos terão que manter por algum tempo os mecanismos de ajuda econômica, para evitar a volta da recessão”.

Mauro Ribeiro finaliza brincando. “O cenário no começo de 2010 é bem melhor que no inicio de 2009. A boa notícia é que o mundo não acabou no ano passado, com previa a maioria dos economistas e a economia parece estar voltando aos eixos”, concluiu o empresário ituveravense.

Serviço
Ribeiro Filho Materiais para Construção – Av. Orestes Quércia 125 – Ituverava (SP) – site: www.ribeirofilho.com.br

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