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25/02/2010
Se ingressar em uma faculdade é visto como orgulho e alívio para o estudante, o momento do trote pode ser um dos mais angustiantes. Infelizmente, muitos veteranos fazem do trote uma tortura para o calouro, promovendo brincadeiras e eventos excessivamente violentos, colocando em risco a atividade física do jovem.
Porém, este sério problema não acontece nas faculdades mantidas pela Fundação Educacional de Ituverava, que incentiva a prática do trote solidário, onde calouros e veteranos desenvolvem atividades filantrópicas e recreativas. É o caso da Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram), que mais uma vez realizou, este ano, o Trote Solidário para os ingressantes nos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária.
A última semana foi dedicada à recepção dos calouros. Na segunda-feira, eles foram recebidos pelo diretor da Fafram, Márcio Pereira, pelos coordenadores Vinícius Maciel (Agronomia) e Elzylene Léga (Veterinária), além de professores, funcionários da Fafram, presidentes de Diretórios Acadêmicos. Eles também participaram de palestra para apresentação da direção e do funcionamento da instituição de ensino.
Também na segunda-feira, os calouros arrecadaram pela cidade, cerca de 300 quilos de alimentos não perecíveis, que foram doados a Apae de Ituverava. Na terça-feira, os estudantes participaram de palestras com a diretora do Conselho Comunitário de Segurança, Cristina Wolf Evangelista, que falou sobre Drogas Lícitas e Ilícitas. Em seguida, eles assistiram à palestra sobre Direitos e Deveres do Cidadão, com o comandante da PM de Ituverava, Márcio Alves Cardoso. Na quarta-feira, os calouros visitaram a fazenda Fazenda Xingu e a outras fazendas, nos arredores da cidade.
Trote Solidário é aprovado por estudantes e direção da Fafram
O diretor da Fafram, Márcio Pereira, explica o objetivo do Trote Solidário. “Ao invés de nossa instituição educacional promover o trote tradicional, que na maioria das vezes é com violência e brincadeiras que desrespeitam a integridade física e moral do aluno, incentivamos o trote solidário, onde os alunos arrecadam alimentos para doar para a Apae. É um ato importante, pois além de respeitarmos o aluno ainda despertamos neles valores importantes, como a filantropia”.
O presidente do diretório acadêmico do curso de Agronomia, Altair Francisco Marchi, falou sobre o evento. “Os alunos brincaram, participaram de gincanas e arrecadaram alimentos para a Apae. Entendo que é um trote humano e muito produtivo e, como sempre, a Fafram também se destaca neste quesito”, afirmou.
Segundo o calouro do curso de Medicina Veterinária, Paulo Pereira, 18 anos, o trote é uma forma de interagir o calouro com os alunos e a instituição de ensino. “A Fafram também se destaca por promover trote sem violência, onde o aluno pode se divertir e contribuir com uma instituição social como a Apae”, elogia.
“A Fafram oferece uma grande qualidade de ensino, o que se reflete também fora das salas de aula, como o trote solidário, e ao invés de sofrermos com brincadeiras de mau gosto, temos a oportunidade de pensarmos melhor em nossos valores, como colaborar com causas sociais”, ressaltou o ingressante no curso de Agronomia, Guilherme Ferreira, 18 anos.