Clique aqui para ver a previsão completa da semana
31/03/2010
Anunciada apenas como uma vistoria, a visita do governador José Serra às obras do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas na tarde desta terça-feira (30) acabou como uma espécie de inauguração informal. O governador chegou a mostrar a placa de inauguração da obra.
Questionado se a vistoria pode ser considerada a inauguração, Serra afirmou: "Até certo ponto é, sim, pois terei de prestar contas nesta quarta-feira", disse. O tucano deixará o governo para se candidatar possivelmente à Presidência.
O trecho será aberto para veículos às 6h de quinta-feira (1º). A previsão é que circulem de 47 mil a 50 mil veículos por dia no local. O secretário da pasta, Mauro Arce, afirmou que faltam “apenas pintura de faixas, fazer limpeza e recolher animais” para a inauguração. A previsão do secretário é que isso aconteça até a tarde de quarta, mas a Polícia Rodoviária pediu para ser liberado apenas na quinta.
Questionado se existe alguma possibilidade de a abertura não ocorrer até a quinta-feira, o secretário disse acreditar que não. “Só se houver uma catástrofe ou um tsunami.” Segundo ele, a licença ambiental para operação do Rodoanel foi recebida nesta terça-feira do Ibama e da Secretaria do Meio Ambiente.
No começo da vistoria, houve um apitaço de funcionários públicos pedindo para que o governador negocie com os professores da rede estadual de ensino, que estão em greve. Questionado, Serra afirmou que o protesto foi feito “apenas por meia dúzia de pessoas”.
Rodoanel
Com 57 km de extensão e custo total previsto de R$ 5,03 bilhões, ele ligará Mauá, no ABC, à Rodovia Régis Bittencourt e ao Trecho Oeste do anel viário, em Embu, na Grande São Paulo.
Por interligar importantes rodovias com o sistema Anchieta/Imigrantes, usado para quem segue da capital paulista ao litoral do estado, o trecho do anel viário deve desafogar, por exemplo, o trânsito na Marginal Pinheiros e na Avenida dos Bandeirantes. A previsão é que o número de caminhões circulando seja reduzido nessas vias, respectivamente, em 43% e 37%.
A inauguração da mais importante obra do governo Serra acontece perto da despedida dele do cargo. De acordo com a legislação, ministros e governadores têm que se desincompatibilizar até seis meses antes das eleições, ou seja, até o início de abril. Ele deve lançar ainda no começo do próximo mês a candidatura à Presidência da República.