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12/04/2010
A Polícia Civil fechou um bingo clandestino na avenida Meira Júnior, no bairro Campos Elíseos, em Ribeirão Preto, na noite de domingo (11).
Segundo o delegado Luis Geraldo Dias, o proprietário do bingo, Atemir Alba, conhecido como Gauchinho, não estava no local, mas acompanhava a movimentação à distância, por meio de imagens geradas por duas câmeras de segurança e que eram transmitidas pela internet.
Dois funcionários – um homem de 62 anos e uma mulher de 19 anos - foram detidos e levados à delegacia para prestar depoimento e, depois, liberados. Seis clientes – todas mulheres com idade que variavam de 38 a 66 anos, também foram ouvidas pela polícia.
No local, os policiais apreenderam dez máquinas caça-níqueis, computadores, móveis e um cofre. Os objetos serão periciados.
Segundo o delegado, o dono do bingo irá responder por contrabando e crime contra a economia popular.
Envolvimento de policiais
O fechamento do bingo aconteceu no mesmo dia que uma matéria do jornal A Cidade revelou que policiais civis e militares são suspeitos de envolvimento com o esquema ilegal de bingos em Ribeirão Preto. As suspeitas foram levantadas pela Polícia Federal durante a Operação Cassino, que desbaratou no início de março uma quadrilha que financiava os bingos clandestinos na cidade.
Segundo a reportagem, que teve acesso ao processo que tramita na 5ª Vara Federal de Ribeirão, em segredo de Justiça, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça flagraram quatro policiais militares e três civis negociando com os donos e funcionários das casas de jogos.
A porta-voz da PM, Lilian Caporal Nery, afirmou por e-mail que a "Polícia Militar desconhece as informações descritas".
A Delegacia Seccional de Ribeirão, por meio de mensagem eletrônica escrita pelo delegado Marco Antônio Sales, avisa que o assunto deveria ser tratado com a 3ª Corregedoria da Polícia Civil. Já o delegado titular da 3ª Corregedoria, Marcus Lacerda, não quis se pronunciar sobre o caso. "Eu não tenho que falar nada porque tudo o que tem está sob segredo de Justiça."