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14/04/2010
O inquérito que cita o padre José Afonso Dé, de 74 anos, suspeito de pedofilia, em Franca, deve ser encaminhado ao Ministério Público até o final desta semana. Segundo a delegada Graciela Ambrósio, da Delegacia de Defesa da Mulher, a prisão do religioso não foi decretada, porque além de se comprometer a colaborar com a investigação, ele está afastado de suas funções desde março deste ano e não oferece risco às vítimas.
O padre nega as acusações e diz desconhecer o motivo das acusações. O depoimento dele na Delegacia de Defesa da Mulher durou quase oito horas. Ele foi indiciado pelos crimes referentes a estupro e práticas sexuais com menores de idade.
Nove garotos que afirmam terem sido vítimas do religioso e outros padres já prestaram depoimento no caso. Ainda segundo a delegada Graciela, as afirmações dos jovens além de convincentes, são muito parecidas. Os garotos dizem que foram beijados na boca à força, mas também há relatos de ex-seminaristas que afirmam ter sido molestados há cerca de 14 anos.
A denúncia de abuso partiu de uma suposta vítima que trabalhou com o padre na paróquia São Vicente de Paulo, na periferia da cidade. De acordo com as acusações feitas ao Conselho Tutelar, o padre teria abusado sexualmente de menores que frequentavam a igreja. A paróquia é uma das mais tradicionais da cidade e o padre, uma das figuras mais populares da igreja católica na região.
De acordo com a delegada Graciela, a demora da denúncia por parte das vítimas se deu porque elas primeiro procuraram outros padres para relatar os acontecimentos. Ela disse que dependendo da avaliação da Justiça, esses religiosos também poderão ser implicados no caso.
O bispo de Franca, dom Pedro Luiz Stringhini, que está em São Paulo, disse que como já afastou o padre das funções, espera agora a decisão da justiça sobre o caso. O advogado do padre, Eduardo Caleiro Palma, afirmou que vai aguardar o parecer do Ministério Público para comentar o assunto.
Fonte: EPTV.com