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14/04/2010
No centro o aviador Rubens Rodrigues Machado e os pilotos Anderson Amaro Fernandes, André, Alexandre e MarceloRubens Rodrigues Machado foi convidado para fotografar a viagem para um site de aviação
O presidente do Aeroclube de Ituverava, Rubens Rodrigues Machado com o Esquadrão de Demonstração Aérea (Esquadrilha da Fumaça – Força Área Brasileira) participou de uma missão na Argentina e no Chile, entre os dias 16 e 31 de março. Ele foi convidado para fotografar a viagem para o site de aviação www.spotter.com.br.
Em entrevista à Tribuna de Ituverava, Machado relatou fatos marcantes da missão. “Foi uma das melhores viagens da minha vida, e jamais esquecerei os momentos que passamos na missão. Fizemos apresentações e exibições em várias cidades da Argentina e Chile, com uma equipe de 43 militares e 5 civis”, explica. “Foram quatro dias em Buenos Aires, no distrito de General Rodriguez e um dos fatos mais marcantes foi a passagem pela Cordilheira dos Andes, cuja vista é maravilhosa, com as montanhas e picos cobertos de neve devido a grande altitude. Ainda fizemos apresentações no Chile, onde os aviões escreviam no céu com fumaça “Levantemos Chile”, uma frase de apoio ao país, que tem sofrido constantes terremotos”, conta.
Segundo o ituveravense, a viagem o enriqueceu profissionalmente e culturalmente. “Foi uma das melhores coisas que me aconteceu. Fui um dos poucos civis a ser escolhido para a missão e, além de emocionante, aprendi muito”, afirma.
Piloto que morreu em acidente participou da missão
O piloto da Esquadrilha da Fumaça, Anderson Amaro Fernandes, que morreu em um acidente no dia 2 de abril em Santa Catarina também participou da missão. Anderson morreu durante uma apresentação em Lages (SC) quando seu avião caiu.
O presidente do Aeroclube de Ituverava, Rubens Rodrigues Machado falou sobre o colega. “Pude conviver com ele durante a missão na Argentina e no Chile, tanto nas apresentações como em momentos de lazer e descontração, e percebi que era um cidadão de caráter ilibado. Era um piloto experiente, portanto não acredito que tenha cometido alguma falha que ocasionou em sua morte.
O capitão deve ter se sentido mal”, acredita. “Recebi a notícia com grande impacto, pois há pouco tempo estava com ele, e dias depois ele morreu. Fiquei muito chateado, pois perdemos uma pessoa de valor e um dos melhores e mais experientes profissionais da aviação do país”, completa.