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16/04/2010
Na última quarta-feira, o prefeito Mário Takayoshi Matsubara, convocou reunião com a equipe de Controle de Vetores da Vigilância Sanitária, com o objetivo de formar uma “força-tarefa” de combate a dengue no município. A reunião aconteceu no gabinete do prefeito.
Além de Matsubara, estiveram presentes o secretário municipal da Saúde, Sérgio Renato Macedo Chicote; o procurador jurídico do Município, Messias da Silva Júnior; a coordenadora da Equipe de Controle de Vetores, Dirce Cândida da Silva, a profissional de Informação, Educação e Comunicação da Equipe, Camila Munduruca Ribeiro, e agentes de saúde.
O número de casos de dengue no município continua crescendo. De acordo com o último levantamento da Equipe de Controle de Vetores da Vigilância Sanitária, este ano foram registradas 208 notificações, 88 casos foram confirmados, dos quais 23 são importados (a pessoa foi contaminada em outras cidades), 20 são negativas e 100 ainda aguardam o resultado do exame. Mas o mais alarmante e que preocupa as autoridades de saúde, são os números da região. Em Ribeirão Preto, por exemplo, até quinta-feira, dia 16, eram mais de 11.064 casos, e 4.223 suspeitos ainda aguardam a confirmação.
Em Ribeirão Preto também já foram registrados duas mortes por dengue hemorrágica. “A região vive uma situação muito preocupante, especialmente a cidade de Ribeirão Preto, onde muitas pessoas de Ituverava vão diariamente. Como foram registrados na cidade casos da doença, estamos criando ferramentas para bloquear a doença no município. Já iniciamos mutirão de limpeza contra a dengue, que vai abranger todos os bairros da cidade. Começamos pelos bairros Jardim Guanabara e Alto da Estação, onde estão concentrados o maior número de pessoas com a doença”, afirmou o prefeito.
Segundo ele, o município cumprirá a Lei e multará quem não permitir ou obstruir o trabalho das equipes para fiscalizarem suas casas e quintais. “Nosso pessoal é eficiente e exerce com dedicação e seriedade seu trabalho. Entretanto, é essencial o apoio da população, o que infelizmente não acontece sempre. Então, como forma de exterminarmos a doença, a Prefeitura multará quem não permitir que os agentes entrem em suas casas para fiscalização, bem como os proprietários de terrenos baldios onde pode ter recipientes que acumulem água parada e possibilitem criadouros do mosquito. Os agentes comunicarão a Prefeitura as pessoas que tem atrapalhado o trabalho e será aplicada a multa”, completou o prefeito.
O secretário municipal da Saúde, Sérgio Renato Macedo Chicote, falou sobre as multas. “A equipe da Saúde vai intensificar os trabalhos para não permitir uma epidemia de dengue no município e, de acordo com a Lei, poderá multar quem impedir que realizemos nosso trabalho, pois é preciso levar em consideração que a doença pode ser fatal, motivo pelo qual o processo será imediato”, ressaltou.
Dificuldades
O combate a dengue deve ser de forma intensa, não só pelas autoridades em Saúde Pública, mas principalmente pela população, que deve eliminar possíveis criadouros de casas e quintais. O munícipe deve encarar a dengue como uma doença de alta periculosidade, que pode atingir membros de sua própria família quando menos esperar e, caso isso ocorra, a culpa é dele próprio.
Outra questão relevante é que a doença pode evoluir para um tipo ainda mais grave, que é a dengue hemorrágica, que pode levar a morte. Portanto, é preciso que se tenha a consciência da gravidade do problema, e colaborar com a Equipe de Controle de Vetores, fazendo também denuncias de vizinhos desleixados.
As agentes falaram sobre as principais dificuldades na fiscalização. “Algumas pessoas impedem a nossa entrada nas residências, afirmando não ser necessário. Outras possuem cachorros agressivos e não os prendem para que entremos”, disse a agente Lucilaine Aparecida Pedroso.
“Os terrenos baldios são os maiores problemas, pois fazemos a limpeza e eliminamos todos os criadouros do mosquito e, apenas três dias depois, retornamos ao local e o encontramos novamente sujo e com criadouros. Isso prejudica muito, além de ser considerado um ato de vandalismo”, afirma a agente Josiane Rosa de Paula.
“É importante que os proprietários orientem as empregadas para permitir que a fiscalização seja feita, pois somos impedidos de entrar em diversas casas porque elas não foram autorizadas”, explica a agente Cleuza Maria Romoaldo.