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03/05/2010

ACIDENTES NAS ESTRADAS CRESCEM 23,4% NA REGIÃO

O total de acidentes nas rodovias da região de Ribeirão Preto apresentou crescimento de 23,48% no primeiro trimestre deste ano, em relação a igual período do ano passado. Entre os motivos apontados pela polícia para o aumento estão as chuvas dos primeiros meses de 2010 e a imprudência.

De acordo com cruzamento dos dados das bases da Polícia Rodoviária de Ribeirão e Araraquara, em 2009 foram registrados 1.286 acidentes nos três primeiros meses do ano, ante 1.588 do mesmo período neste ano, média de 17,64 por dia.

Já o índice de feridos aumentou: de 382 para 462, o que representou 20,94% a mais. O número de mortos, por sua vez, diminuiu 5,55% -de 36 para 34 (veja quadro ao lado).

Na área da base da Polícia Rodoviária de Araraquara, um dos fatores apontados para o aumento dos acidentes é o excesso de chuvas nos primeiros meses do ano, além da imprudência dos motoristas e da falta de educação no trânsito.

"Os motoristas não estão respeitando as leis de trânsito na cidade, imagine nas estradas. Muitas vezes eles saem atrasados e querem compensar aumentando a velocidade na rodovia", afirmou o tenente Luciano Di Doné, que comanda interinamente a Polícia Rodoviária da região.

Já na área de Ribeirão Preto as causas apontadas são o excesso de velocidade, ultrapassagem em local proibido e falha humana. "Os acidentes acontecem justamente onde o asfalto da rodovia é de melhor qualidade. A fiscalização é maior nesses pontos", disse o capitão Jean Charles Zanato, comandante da polícia de Ribeirão.

Para Coca Ferraz, especialista em trânsito e transporte da USP de São Carlos, os acidentes aumentaram devido ao aumento do tráfego nas estradas e ao abuso dos motoristas.

Para ele, o chamado "efeito Peltzman" (criado por um economista que demonstrou como mudanças de leis de segurança no trânsito impactam no comportamento humano) e a teoria de compensação de riscos de Wilde (cada indivíduo tolera mais algum tipo de risco), explicam a alta no total de acidentes, pois o motorista se sente mais seguro devido à qualidade da rodovia e acaba sendo imprudente.

Já para o professor do Centro Universitário Moura Lacerda Creso de Franco Peixoto, mestre em transportes, o ideal seria a mudança constante do local dos radares. "É o que chamo de "efeito espantalho". Normalmente após o motorista passar [pelo radar], ele volta a ter atitudes erradas."

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