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11/05/2010

EMPRESÁRIOS DE BEBEDOURO CONTAM DETALHES SOBRE FRAUDES EM LICITAÇÕES DA PREFEITURA

Quatro dos cinco empresários presos na semana passada durante a operação Cartas Marcadas confirmaram as denúncias de fraudes nas licitações da prefeitura de Bebedouro. Eles foram ouvidos na delegacia nesta segunda-feira (11) e explicaram como funcionava o esquema. De acordo com a polícia e a Promotoria, cinco empresas das áreas de construção civil, máquinas e equipamentos e comunicação participavam do esquema, que teria começado em janeiro.

No depoimento, os quatro empresários afirmaram que no início três empresas estavam envolvidas e depois o número passou para seis. O esquema funcionava como uma espécie de rodízio. Cada obra iniciada pela prefeitura era indicada para uma empresa envolvida para que todas fossem beneficiadas. Para causar impressão de legalidade, algumas empresas atrasavam o envio dos documentos. O valor da comissão paga aos funcionários da prefeitura ainda está sendo apurado. Uma das empresas envolvidas é de Catanduva.

O delegado que investiga o caso, José Eduardo Vasconcelos, disse que tem recebido várias denúncias anônimas por telefone. A polícia não descarta a possibilidade de pedir a prisão de mais suspeitos em Bebedouro.

Sete pessoas suspeitas de participarem das fraudes continuam presas. O Ministério Público ainda não definiu se vai pedir a prorrogação da prisão temporária deles, que vence nesta segunda.

Investigações
Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram que as empresas se revezavam nas licitações com valores de obras e serviços superfaturados e os diretores responsáveis pelas licitações recebiam uma comissão.

Na quinta-feira (6), policiais do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e promotores do Ministério Público Estadual iniciaram a operação batizada de “Cartas Marcadas”, para desmontar uma organização de fraudes em processos licitatórios da prefeitura.

Durante a operação, que envolveu 85 policiais, a Prefeitura de Bebedouro foi cercada, enquanto representantes do Ministério Público recolheram documentos e computadores. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, sendo um deles no prédio da própria prefeitura, e 13 mandados de prisão temporária de suspeitos de integrarem uma rede.

Dentre as 13 pessoas com mandados de prisão, quatro são integrantes do primeiro escalão do governo, um de segundo escalão, empresários do ramo da construção civil e uma contadora que prestava serviços para as empresas envolvidas. Todos foram indiciados por fraude em licitações e formação de quadrilha.

O prefeito de Bebedouro, João Batista Bianchini, não foi investigado pela operação. A prefeitura informou que não vai se pronunciar até o fim das investigações.

Fonte: EPTV.com

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