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CIDADE

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25/05/2010

SISTEMA DE DESPOLUIÇÃO DO RIO DO CARMO ESTÁ QUASE CONCLUÍDO

O prefeito Mário Takayoshi Matsubara e o superintendente do SAAE, Carlos Fernando Rossato, na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE)

Projeto, que teve início em fevereiro de 2007, pode ser considerado como a obra do século e que deveria ter sido realizada há mais de 30 anos

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O Sistema de Despoluição do Rio do Carmo, que deverá ser concluído até 60 dias, é uma obra que ficará para a posteridade, pela importância, grandiosidade e que deveria se realizada há mais de 30 anos, e se já é uma realidade, deve-se a vontade administrativa e representatividade política do prefeito Mário Matsubara.

Não há dúvida que a despoluição do Rio do Carmo é um dos problemas ambientais mais sérios do município que se arrasta desde o século passado. As obras começaram em fevereiro de 2007, e depois de pronto vai inserir Ituverava na Agenda Ambiental do governo de Estado, como uma das cidades que mais se tem preocupado e investido na solução das questões ambientais, que hoje é a principal preocupação do planeta.

“Com a conclusão das obras obteremos uma grande pontuação no ranking do Programa Município Verde Azul, promovido pelo governo de São Paulo”, destacou o prefeito Matsubara.

Construção foi iniciada em 2005
A engenheira do SAAE Regina Cristina Silva Spirlandelli, 35 anos, que é responsável pela obra, explica que em 2005, foi iniciado o projeto. “Dois anos depois, o canteiro de obras foi instalado, em 16 de janeiro de 2007, com a construção de um escritório, alojamento para 10 dez pessoas, banheiro interno e um externo, e perfuração de um poço semi-artesiano com moto-bomba submersa, reservatório de água de 5 mil litros e instalação das redes de alta e baixa tensão.

Orçado em R$ 6,3 milhões, é uma obra que trará grandes benefícios para a população, com a despoluição e a revitalização do Rio do Carmo. “Com a construção do coletor nº 1 foram beneficiadas mais de 100 chácaras localizadas ao longo do Rio do Carmo, que com a despoluição trouxe melhor qualidade de vida aos ribeirinhos e também aos funcionários da ETA e do Parque Recreio”, explicou o superintendente do SAAE, Carlos Fernando Rossato, responsável pela obra.




Em um futuro próximo, o Rio do Carmo voltará a ser com era há 30 anos, o que atrairá novamente a população para recreação em suas margens e para a pesca. “Além dos benéficos ao meio ambiente, depois de entrarem em funcionamento, as Estações Elevatórias de Esgoto nº 1 e nº 2 gerarão também empregos e renda para cidade, pois haverá a necessidade de contratar funcionários concursados, além de o município ter a oportunidade de conquistar mais verbas dos governos estadual e federal que privilegiam os municípios que investem na despoluição ambiental”, observou superintendente.

"Desde o início da minha gestão, a construção da ETE tem sido prioridade, pois apenas dessa forma o município se enquadrará como responsável ambientalmente e pode atrair novos investimentos. Além disso, pensamos no futuro, não apenas a curto prazo, mas em gerações de ituveravenses que não enfrentarão o ônus da degradação ambiental".", complementou Matsubara.

Projeto tramitou por vários órgãos da área ambiental
O projeto de Despoluição do Rio do Carmo, que foi exaustivamente debatido e estudado, tramitou por vários órgãos da área ambiental e do Poder Público, numa longa caminhada antes ser aprovado. “Após dois anos de luta incessante, de idas e vindas às secretarias de Estado e Órgãos Federais como IFHAN e outros, conseguimos finalmente a aprovação do Projeto e a Licença para iniciamos as obras”, explicou o Rossato.

Dois anos depois desta primeira etapa, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) iniciou a construção de duas lagoas anaeróbicas, com capacidade para 20 milhões de litros cada, e de duas lagoas facultativas com capacidade para 60 milhões litros cada, implantadas em uma área de 24 hectares.

Foi desapropriada uma área da Fazenda Dona Otávia, que fica à margem esquerda do Rio do Carmo. “Demos o nome ao local de Estação de Tratamento de Esgoto, instalada à rodovia municipal Luiz Dalmácio Cristóvão, no Km 1,5, próxima ao Nosso Teto”, acrescentou Rossato.

Segundo Rossato, a movimentação de terra envolveu corte de estrada, transporte, aterro e compactação de 55 mil caminhões de terra, devido ao declividade do ter-reno que era de 32 metros, até a margem esquerda do Rio do Carmo.

“Para esta etapa da obra, contamos com dois caminhões basculantes, duas máquinas de esteira, duas pás carregadeira do Departamento de água e Energia do Estado, além de um rolo compactor, um caminhão-pipa e uma moto-niveladora da Prefeitura. As demais máquinas foram alugadas pelo SAAE para executar as obras de terraplanagem que foram concluídas em fevereiro de 2008. No local, também plantamos 12 mil mudas de árvores, para reflorestamento”, explica Regina.

O prefeito ressalta que as obras foram feitas com recursos do próprio município.

“O meu compromisso com a população é que realizaríamos essa obra com recursos próprios ou advindos do Estado sem que houvesse qualquer ônus à população. Foi o que fizemos e um dos grandes responsáveis para que cumpríssemos nosso compromisso é o Deputado Barros Munhoz, presidente da Assembléia Legislativa, que tornou-se, acima de tudo, um grande amigo da nossa população, intercedendo junto ao governo estadual pelos recursos imprescindíveis para a conclusão dessa obra, que não é apenas o grande objetivo da nossa administração, mas o sonho de cada ituveravense”.

Eemissários de recalque




das Elevatórias 1 e 2

Em março de 2008, foi iniciada a construção de emissários de recalque das Elevatórias 1 e 2, cujos trabalhos foram concluídos em dezembro do mesmo ano, e que foram executados pela Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (CODASP).






A extensão do emissário da EEE nº 1 é de 2.340 metros, com diâmetro de 400 mm (40 cm); em tubos de ferro fundido com revestimento interno próprio (resistente a material abrasivo).

A extensão do emissário da EEE nº 2 é 520 metros, com diâmetro de 150 mm (15 cm); de tubos de ferro fundido com revestimento interno de argamassa de cimento, aplicado por centrifugação; que servirá para recalque das motos-bombas. O final do emissário tem uma extensão de 1.040 metros, em tubos de concreto, com diâmetro de 600 mm (60 cm), que operará por gravidade até as lagoas da ETE. “Na chegada dos efluentes – também chamado de esgoto –, foram construídas três caixas de passagem grandes, para distribuição de 50% dos dejetos para cada sistema de lagoa anaeróbica”, ressaltou Regina.

Coletor nº 1
Em agosto de 2007, foi iniciado o coletor nº 1, numa extensão de 2,3 mil metros, e que foi concluído em abril de 2008. Ele foi construído pela margem esquerda do Rio do Carmo, com início no Córrego Calção de Couro e na parte final no Parque Recreio Balduíno Nunes da Silva.

Nesta fase da obra, foram utilizados tubos de concreto de 600 mm, 500 mm, e o final 400 mm. Também foi construída uma passagem subterrânea sob o Córrego Calção de Couro, com tubos de concreto de 600 mm, e uma passagem aérea no Córrego Lava-Pés, com tubos duplos de ferro de 250 mm; e 46 Poços de Visita (caixa de passagem de esgoto e inspeção), construídos em alvenaria e distribuídos em toda a sua extensão.

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