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27/05/2010

MULHER É ACHADA MORTA 12 DIAS APÓS SEQUESTRO

O pedreiro Doriedson Nepomuceno é levado para o CDP

A Polícia Civil prendeu em Ribeirão três homens acusados de sequestrar e matar no mesmo dia a empresária Suemi Nascimento Thomáz, 32.

Um dos presos, Doriedson Nepomuceno, 35, era pedreiro numa obra que pertencia a Suemi. Os presos levaram a polícia até o local em que deixaram o corpo da vítima, num canavial da estrada velha Ribeirão-Jardinópolis.

Sem saber que Suemi já havia sido morta pelos acusados, a família chegou a pagar um resgate de R$ 7.000 no dia 15 -os sequestradores haviam pedido R$ 10 mil.

Anteontem, o bando voltou a exigir dinheiro da família, dessa vez R$ 30 mil, em troca da libertação da empresária, porém não deu provas de que ela estava viva.

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão acompanhava o caso desde o início do sequestro, que não foi revelado para preservar a vida da vítima. A Folha apurou que a polícia chegou aos criminosos por meio de escutas telefônicas.

Nepomuceno e Edson da Silva Filho, 19, foram presos na noite de anteontem. O terceiro acusado, Daniel Soares, 19, foi preso ontem.

Suemi foi sequestrada no último dia 14 quando chegava na construção, no bairro Alexandre Balbo. Ela era casada com o proprietário de um posto de combustíveis de Ribeirão Preto.

De acordo com a polícia, os três acusados renderam Suemi, roubaram o carro e a levaram até o canavial.

"Eles [presos] falaram que sabiam que a família estava vendendo uma casa e por isso planejaram o sequestro. A vítima foi estrangulada com um pedaço de fio de cobre no primeiro dia do sequestro", afirmou o delegado José Gonçalves Neto.

Suemi teria sido morta por ter reconhecido o pedreiro. Segundo o delegado, ainda há controvérsias sobre quem de fato estrangulou a vítima.

Um quarto criminoso, já preso no CDP de Itirapina, teria participado do planejamento do crime.

Suemi foi enterrada no cemitério Bom Pastor. Ela tinha uma filha de 11 anos.

Os acusados não deram declarações e ainda não têm advogado. Familiares deles, que estavam na delegacia, também não quiseram falar com a imprensa.

PREVENÇÃO
Segundo o delegado Haroldo Chaud, é preciso ter muito cuidado na contratação de pedreiros e trabalhadores domésticos. Checar os dados pessoais e pegar referências são medidas para evitar colocar um criminoso dentro de casa.

"Essas pessoas fazem uma radiografia do seu cotidiano e, se estiverem mal intencionadas, fica muito mais fácil de agir", disse o delegado.

Fonte: Folha de S.Paulo

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