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08/07/2010
Os homens são mais imprudentes na hora de associar o álcool à direção
Em dois anos de norma, 3,3% dos motoristas admitem dirigir depois de beber, contra 0,3% das mulheres.
Os homens são mais imprudentes na hora de associar o álcool à direção. Ou, pelo menos, assumem adotar mais constantemente esse tipo de comportamento. Os dados são do Ministério da Saúde. A pesquisa ainda derruba a idéia de que, quanto mais jovens, mais insensatos: os adultos entre 25 e 44 anos são os que mais dirigem após beber.
A freqüência de pessoas que dirigem após o consumo abusivo de álcool passou de 2,1% em 2007 — ano anterior à “Lei Seca”, que completa hoje dois anos — para 1,4% em 2008 e 1,7% em 2009. Em 2007, o percentual de homens que disseram ter adotado o comportamento foi de 4,1%. O índice caiu para 2,8% em 2008 e aumentou para 3,3% em 2009. As mulheres apresentam uma freqüência bem menor, estável desde 2007, entre 0,2% e 0,3%.
Dos motoristas ouvidos na capital, 1% declarou ter exagerado na bebida e dirigido, pelo menos uma vez, nos últimos 30 dias. Deles, 1,9% eram homens e 0,1%, mulheres. A pesquisa mostra ainda que 2,1% dos adultos entre 25 e 34 anos e 2% entre 35 e 44 anos bebem e dirigem. Na faixa etária de 18 a 24 anos, esse índice é de 1,8%. Entre 45 e 54 anos e entre 55 e 64 anos, é de 1,3% e a partir dos 65 anos, de 0,2%.
O levantamento do Ministério da Saúde aponta que as mortes no trânsito caíram 6,2% no período de 12 meses após a Lei Seca, quando comparadas aos 12 meses anteriores à lei. O estado de São Paulo teve uma redução perto da média brasileira, de 6,5% e o Rio de Janeiro foi o campeão, com 32% de queda nas mortes.
De acordo com a Polícia Militar do Estado de São Paulo, desde que a lei seca entrou em vigor, 364.630 pessoas foram abordadas, 221.727 condutores foram submetidos ao teste do bafômetro, 8.926 foram autuados pela infração de trânsito de embriaguez ao volante e 1.425 foram presos em flagrante pelo crime de embriaguez ao volante, nas 12.612 blitze realizadas.