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29/07/2010

BOLSA FAMÍLIA INCLUI 10 POR DIA NA REGIÃO

A dona de casa Cleide Cananéia com os cinco filhos e o cartão, em Nova Europa

Nos últimos três anos, uma média de dez famílias carentes por dia passaram a receber o Bolsa Família na região de Ribeirão Preto. A inclusão significou uma injeção a mais de R$ 3,1 milhões por mês na economia local.

A família da dona de casa Cleide Cananéia Ramos, 29, de Nova Europa, é uma das novas beneficiadas do programa. Inscrita desde dezembro, ela diz usar os R$ 134 mensais para comprar leite para os cinco filhos.

Os dados do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) de 2007 a 2010 mostram que, nas 89 cidades da região, o número de beneficiados saltou para 95.418, um aumento de 11.282 famílias.

Isso significa que, em três anos, a União inscreveu quase o total de famílias cobertas hoje pelo programa no município de Ribeirão.

As prefeituras têm o papel de cadastrar as famílias que vão receber a verba. O valor varia de R$ 22 a R$ 200. Para ser inclusa no programa, a família não pode ter renda per capita superior a R$ 140.

Em números absolutos, Franca é a cidade com mais famílias atendidas -hoje são 10.053 inscritos no Bolsa Família, 3.309 a mais do que há três anos. Em seguida, aparecem Ribeirão, com mais 1.435, e Jaboticabal (849).

A secretária da Assistência Social de Ribeirão, Maria Sodré, disse que o aumento se deve ao esforço da prefeitura em cadastrar mais famílias.

Por outro lado, Araraquara foi uma das cidades da região que registraram a maior redução de famílias no programa: hoje, são contempladas 4.021 -1.056 a menos do que o total de 2007.

O secretário da Assistência e Desenvolvimento Social da cidade, José Carlos Porsani, disse que, em 2009, a nova gestão reviu 100% dos cadastros e encontrou pessoas que não se encaixavam mais no perfil do programa.

RENDA
A inclusão de mais famílias fez com que o valor repassado para os lares pobres da região aumentasse de R$ 4,5 milhões para R$ 7,7 milhões no período analisado.

Para municípios de maior porte, o valor pode não ser expressivo, mas o impacto é significativo em cidades menos populosas.

Nova Europa foi a cidade da região com a maior proporção de novos inclusos: passou de 50 para 171 famílias beneficiadas. Os R$ 2.678 repassados mensalmente na época subiram para R$ 14.712 agora.

"Isso faz diferença. Embora as famílias recebam um valor baixo mensalmente, é um dinheiro que gastam no comércio, na padaria, no açougue e no mercado", disse o diretor do Departamento de Promoção Social do município, Laércio Haints.

O comércio local que o diga. Dono de um dos três supermercados de Nova Europa, Benedito Antonio Rodrigues, 48, conta que, atualmente, 15% de seus clientes fazem compras porque recebem renda do Bolsa Família. "É mais para comprar o gás, o arroz, o feijão, o básico."

Para a socióloga Cláudia Souza Pensador, da USP de Ribeirão, as cidades de pequeno porte e com IDH mais baixo são as mais beneficiadas com o Bolsa Família.

"São pessoas carentes, das classes C e D, que não saem da cidade para consumir em outro lugar. Se ganham o Bolsa Família, passam a gastar na própria cidade e a movimentar a economia local."

Fonte: Folha de S.Paulo

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