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06/08/2010

HC REALIZA TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO EM RIBEIRÃO

Ana Cristina e Davi, que sofre de Scid: prognóstico animador

O procedimento foi realizado em uma criança de seis meses no Hospital das Clínicas da USP e bebê passa bem

Ribeirão Preto realizou seu primeiro transplante de células-tronco de cordão umbilical. O procedimento foi realizado em uma criança de seis meses no Hospital das Clínicas da USP há vinte dias. Davi sofria de Imunodeficiência Combinada Severa (da sigla em inglês Scid), uma doença rara que impede o sistema imunológico de defender o organismo.

A mãe do bebê, Ana Cristina Cacemiro Serra, 27 anos, perdeu outros dois filhos com poucos meses em razão da mesma doença, que facilitou o contágio da tuberculose. A Scid só pode ser tratada a partir de um diagnóstico precoce, mas não apresenta sintomas e, por isso, é difícil saber quando há a infecção. O único sinal aparente é a fragilidade do bebê diante de infecções.

O imunologista e chefe da equipe, Júlio Voltarelli, afirmou que o paciente ainda não está curado e que é necessário acompanhar a criança pelos próximos dias. “Fizemos o transplante e vamos acompanhar o bebê que, durante um tempo, ficará na Casa de Apoio ao Transplantado para acompanhamento”, disse.

Ainda segundo Voltarelli, o transplante pode ser realizado com células do cordão umbilical ou da medula, sem diferença de eficácia. “O mais importante é a compatibilidade. No caso existiam bastante células e a as chances foram grandes.”

O procedimento, que durou por volta de uma hora, não é semelhante a uma cirurgia, mas como uma transfusão de sangue (leia quadro acima). A mãe de Davi está otimista para acompanhar o filho pelos próximos dias, mas afirmou que ainda está apreensiva. “É complicado, porque tem dias que ele acorda bem e em outros está menos animado. Agradeço a Deus e estou com uma sensação de alívio. Agora só falta esperar”, disse.

O transplante foi realizado no último dia 17 e a equipe de 30 profissionais esperou mais de duas semanas para comunicar a realização porque queria garantir o sucesso do procedimento. Mas ainda é necessário esperar pelo menos 90 dias com exames de sangue periódicos para conferir a saúde da criança.

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